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20.07.2021 NA PANDEMIA

Médico infectologista André Luiz Machado representa o Hospital Conceição no Diário do Front

Série de reportagens do Grupo RBS trouxe à população relatos de médicos durante a pandemia
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André Luiz Machado relata experiências no combate à covid-19.

Referência nos cuidados a pacientes com suspeita e confirmação de covid-19, o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) foi representado no Diário do Front, de GZH, Zero Hora e Rádio Gaúcha, pelo médico infectologista André Luiz Machado. A série de reportagens, iniciada em abril de 2020, foi conduzida pela jornalista Larissa Roso e levou à população os depoimentos e experiências vividas por médicos da linha de frente no combate à pandemia. Também foram convidados dois profissionais da saúde do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Hospital Moinhos de Vento.

Formado em 2001 pela Universidade Católica de Pelotas e residente no HNSC entre 2004 e 2007, o médico André Luiz Machado manteve seu vínculo com o hospital mesmo após o término de sua residência médica, realizando ensaios e pesquisas, até ingressar definitivamente em 2009, após ser aprovado em concurso. "Quando fui convidado pela Larissa Roso, eu aceitei imediatamente, a ideia estava pronta. Estávamos impressionados com o impacto que a doença causava no hemisfério norte e na China", conta. Ainda segundo ele, "estávamos na expectativa de como seria no Brasil e como os doentes se apresentariam aqui no Hospital Conceição".

"Participar do Diário do Front foi levar o relato do GHC de forma idônea e relevante para a sociedade", conta o infectologista. De acordo com ele, era realizada a identificação de casos "emblemáticos e com repercussão significativa para a população", que eram noticiados por ele, sem a exposição do enfermo, e enviado por áudio à jornalista, e iam ao ar no rádio, no meio digital e no impresso. "Sempre busquei levar em meus relatos uma relevância e conscientização para a população, mesmo sendo uma história triste, havia o objetivo de alertar a todos e lembrar sobre uso de máscara e evitar aglomerações".

O infectologista diz que sempre tentou levar o nome da instituição de forma positiva, "busquei mostrar que o GHC é uma instituição de ponta aos pacientes SUS, que nossa assistência não é diferente ou menor que no serviço privado", contou. Para ele, a avaliação foi satisfatória, tanto com a sociedade, quanto com os colegas de trabalho. Como médico especialista, seus relatos e impressões eram pautados por embasamentos técnicos e científicos.

Machado é casado com a também médica do Hospital Conceição Alexandra Tanski e pai do pequeno Bernardo, de quatro anos. O médico optou por não se isolar de sua pequena família, "sempre entendi que se me protegesse de forma adequada, eu não levaria a doença para casa", explicou. Ainda segundo ele, "passamos por momentos muitos difíceis perdendo pacientes, isso abala emocionalmente. A minha pequena família apoiou e supriu esse lado emocional".

Com o avanço da vacinação, já é possível vislumbrar "uma luz no fiz do túnel, que não é da locomotiva", disse o médico infectologista ao parafrasear um colega. Para ele, a estratégia de vacinação no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre é muito positiva, "a vacinação é de extrema importância. Ela está fazendo a diferença, basta ver no GHC, que é um termômetro em relação ao comportamento da pandemia". De acordo com Machado, a queda no número de internação é sustentável, "não temos mais o platô", referindo-se ao momento que um paciente tinha alta e outro era internado imediatamente, "isso é um reflexo claro da imunização", finalizou.

Para o médico infectologista André Luiz Machado, 2021 ainda é um ano de cautela, "não adianta a pessoa se imunizar e no dia seguinte tirar a máscara e reunir-se com outras pessoas", declarou. "É um trabalho em conjunto, entre população e governo, cumprindo o calendário vacinal com a vacina que está sendo ofertada e não relaxar quanto às medidas que reduzem o número de internações, evitando aglomerações e usando máscara".

Créditos: Angelo Pieretti