Nesta sexta-feira, é comemorado o Dia do Psicólogo. No Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o Serviço de Psicologia foi criado em 1987 no Hospital Conceição (HNSC), sendo expandido aos demais hospitais do Grupo nos anos seguintes. Atualmente, o GHC conta com 47 psicólogos.
Com a chegada da pandemia, a vida profissional do psicólogo mudou. No caso dos psicólogos do GHC, a mudança teve um impacto grande tanto no que se refere ao atendimento dos pacientes quanto dos familiares. Quem nos conta sobre as mudanças na forma de realizar o seu trabalho dentro do hospital é a psicóloga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Conceição Anelise Kirst da Silva. Ela é funcionária do GHC há 11 anos, e vem trabalhando no HNSC desde 2017, porém, durante a pandemia, atuou diretamente na UTI do hospital.
Anelise destaca que ter entrado na UTI em meio à pandemia foi uma chance de crescimento profissional: "Foi uma grande oportunidade, fiquei muito feliz com isso. Foi uma chance que se abriu profissionalmente e em um lugar que eu desejava muito estar, um trabalho que eu queria muito fazer. Mas, ao mesmo tempo, tive a sensação de medo. Eu tenho a lembrança de me paramentar pela primeira vez até hoje, de entrar na área COVID pela primeira vez. Foi uma situação bem diferente. Eu, assim como toda a equipe, tivemos que nos adaptar".
Em setembro do ano passado, Anelise, junto às enfermeiras do HNSC Veridiana Baldon e Lisiane Souza, todas funcionárias da UTI da instituição, idealizaram o Projeto Visitas Virtuais. A iniciativa promove encontros online por meio de videochamadas e áudios, pelo WhatsApp, entre os pacientes internados na UTI do HNSC e as famílias, especialmente devido à restrição ou suspensão das visitas na UTI por conta da pandemia.
Conforme o Protocolo do Projeto, os pacientes candidatos às visitas podem ser divididos em dois grupos. No primeiro, estão incluídos os pacientes com capacidade para comunicação verbal efetiva (fora da ventilação mecânica, com hemodinâmica estável, sem uso de ventilação não invasiva frequente, sem delirium). Mediante aceite e autorização verbal prévia do paciente, os familiares são contatados por telefone pela psicóloga e então é combinada a videochamada. No segundo grupo, estão os pacientes sem capacidade para comunicação verbal efetiva (em ventilação mecânica ou ventilação não invasiva, hemodinâmica instável ou em delirium) e que, portanto, não têm condições de autorizar a realização da videochamada. Neste caso, pode-se oferecer aos familiares, por telefone, a possibilidade de realizar chamadas de áudio em viva-voz para falarem ao paciente ou enviar mensagens de áudio via WhatsApp para serem transmitidas a ele.
Anelise destaca o aprendizado que teve com este projeto: "Algo que eu aprendi muito é oportunizar que as pessoas digam coisas enquanto elas podem. Muitas vezes, eu acompanhei famílias em que o paciente estava em estado grave, e eu me preocupava em oportunizar para essa família que as palavras fossem ditas, que pudessem se comunicar com seu ente".
O projeto, desde setembro, conta com mais de mil contatos entre pacientes e familiares, seja por videochamadas, mensagens de áudio ou chamadas de áudio em viva-voz.
O GHC parabeniza todos os psicólogos que fazem parte da instituição.
Créditos: Gabriel Niquele (Texto e foto)