Nesta segunda-feira, 18 de outubro, é comemorado o Dia do Médico. Atualmente, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) conta com 1.335 médicos. Nos últimos 19 meses, com o início da pandemia, o dia-a-dia do médico se tornou mais intenso. Com uma doença silenciosa, invisível e em muitos casos agressiva, o profissional, seja das áreas mais diretas no combate ao vírus, como a Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), medicina interna, infectologia e pneumologia, ou outras áreas que também tiveram um papel importante no combate a Covid-19, teve seu trabalho redobrado.
A importância do médico na criação de vacinas contra a covid-19
O coordenador do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição, Breno Riegel Santos, responsável pela pesquisa da vacina Janssen no Hospital Conceição, relatou: "Foi um estudo muito seguro". Ao todo, cerca de 1.850 pessoas foram vacinadas com a Janssen. "Essas 1.850 pessoas a mais vacinadas pelo GHC foram pessoas que saíram da fila do SUS, ou seja, 1.850 pessoas a mais vacinadas no Estado", completou Santos.
O especialista ainda informa que em pouco tempo, o Ministério da Saúde deve reconhecer as doses como válidas, mas destaca que "as pessoas precisam saber que a carteira que recebem da vacina Janssen é reconhecida no mundo inteiro".
Neste Dia do Médico, o coordenador do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição reforçou a campanha para que todos vacinem-se: "Vacinas funcionam e salvam vidas".
Destaque para a solidariedade
"Quando o número de casos aumentou, a gente teve a solidariedade de outras especialidades clínicas e isso foi muito importante no auxílio ao manejo dos pacientes, principalmente nos casos suspeitos. Uma coisa que eu destaco deste período é a solidariedade que tivemos aqui no Hospital Conceição quanto às demais especialidades que não tem como sua atividade o tratamento de doenças infectocontagiosas, mas que ajudaram bastante aquelas especialidades que estavam delegadas no auxílio dos pacientes com covid. A postura da direção do hospital quanto à organização do fluxo na instituição, que permitiu uma assistência digna e adequada para todos que procuraram o hospital, também é algo que é preciso ser destacado", relatou o médico infectologista do Hospital Conceição André Luiz Machado.
Residente no Hospital Conceição (HNSC) entre 2004 e 2007, o médico manteve seu vínculo com o hospital mesmo após o término de sua residência médica, realizando ensaios e pesquisas, até ingressar definitivamente em 2009, após aprovação em concurso. Nestes 12 anos como médico infectologista do HNSC, Machado destaca a segunda onda da covid-19, em 2020, como a pior experiência profissional. "A segunda onda foi um caos. Eu considero o pior momento da minha experiência profissional, porque aconteceu tudo muito rápido, mesmo com a experiência da primeira onda, a segunda veio mais agressiva, mais intensa. A gente começou a atender pacientes mais jovens, gestantes, idosos sem comorbidades. Foi o momento mais difícil da pandemia, veio com uma força assustadora", declarou.
Machado destaca a importância da coletividade na profissão: "O ser médico é uma arte que visa assistir ao doente, mas essa assistência nunca é feita por um único médico, ela é coletiva. E isso que é o bacana da Medicina, a gente consegue fazer uma boa Medicina, uma boa assistência, se contar com o apoio dos teus pares. Além dos médicos, é importante destacar também o papel de outros profissionais da saúde", finalizou.
O Grupo Hospitalar Conceição parabeniza todos os médicos da instituição pela data.
Créditos: Gabriel Niquele (Texto e foto) Johan Strassburger (Foto)