No último dia 25 de novembro, foi realizado o "Seminário I: Saúde da Mulher em Debate - Garantia e Acesso a Direitos Sexuais Reprodutivos", com a participação do médico do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) Paulo Sérgio Mario e das enfermeiras obstetras do HNSC Agnes Ludwig Neutzling e Raquel Vieira Schuster.
O evento foi promovido pela equipe responsável da Política de Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e ocorreu no Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher, tendo como temática principal o uso do dispositivo intrauterino (DIU) pós-placentário.
As enfermeiras representaram o Grupo de Estudos da Linha de Cuidado Mãe-Bebê (GELcmb) e a Linha de Cuidado Mãe-Bebê (LCMB), onde abordaram a experiência do serviço nesse cuidado e apresentaram dados parciais da pesquisa intitulada "Inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU) pós-placentário e pós-abortamento: análise de desfechos em um hospital público de Porto Alegre".
O HNSC tem consolidado a prática de inserção de DIU pós-placentário (cesariana ou parto vaginal) e no pós-abortamento no Centro Obstétrico. Desde dezembro de 2018, quando se iniciou a inserção de DIU no HNSC, até novembro de 2021, foram beneficiadas 2.935 mulheres com esse método contraceptivo de longa duração.
O DIU de Cobre é um método contraceptivo de longa duração ofertado pelo SUS e que pode ser inserido após o parto, transcesárea e após abortamento. Dentre os benefícios da oferta do DIU pós-placentário, está a garantia à liberdade e autonomia das mulheres para decidir de forma livre e responsável se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. Além disso, a inserção do DIU pós-placentário apresenta vantagens como: não interfere na amamentação, evita o desconforto relacionado à inserção, e garante a certeza de que a mulher não está grávida no momento da inserção. É uma janela de oportunidades para o diálogo sobre anticoncepção, previne gestações com curto espaço de tempo e facilita acesso ao método.