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06.01.2022 ENSINO E PESQUISA

Profissional da Unidade de Reprodução Humana do Hospital Fêmina tem artigo publicado pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

O artigo "Use of androgens at different stages of life: reproductive period”, de autoria da médica Andrea Prestes Nacul, da Unidade de Reprodução Humana do Hospital Fêmina, foi publicado pela Federação Brasileira de Obstetrícia (Febrasgo). O artigo fala sobre a proliferação exagerada de prescrições de androgênios para mulheres, associada a uma total desinformação sobre riscos e efeitos adversos.

A Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Febrasgo viu a necessidade urgente de revisar e informar a comunidade médica sobre as evidências disponíveis na literatura sobre indicações e contraindicações desta terapia. O Position Statement da Febrasgo sobre o Uso de Androgênios nas Diferentes Fases da Vida foi dividido em duas partes - Período Reprodutivo e Climatério.

Resumidamente, a única indicação aceita para o uso de androgênios em mulheres seria para o tratamento da Disfunção Sexual Feminina do Climatério. Nos casos em que não houver contraindicação ao uso de hormônios (as mesmas contraindicações que a terapia hormonal estroprogestagênica), pode-se prescrever a testosterona em doses fisiológicas, na forma de creme ou gel para uso transdérmico, formulada em farmácias de manipulação magistrais, com controle clínico periódico dos efeitos adversos (acne, alopecia, hirsutismo) ou de níveis suprafisiológicos da testosterona sérica.

Devemos sempre orientar as pacientes sobre a ausência de estudos, avaliando desfechos a longo-prazo deste tratamento, como incidência de câncer e eventos cardiovasculares. É importante salientar que é totalmente contraindicada a prescrição de androgênios para mulheres com fins recreativos ou estéticos, como melhora da performance física, aumento da massa muscular, redução de gordura, etc.

Não há evidência na literatura sobre o uso de implantes subdérmicos de testosterona ou gestrinona, apesar de haver na mídia leiga um marketing gigantesco sobre os potenciais benefícios destas apresentações. Formulações orais e injetáveis de androgênios também não devem ser prescritas para mulheres pelos potenciais paraefeitos hepáticos (via oral) e anabólicos, muitas vezes não reversíveis (clitoromegalia, engrossamento da voz, alopecia androgênica).

Para ler o artigo clique aqui.