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13.01.2022 NA PANDEMIA

Janeiro Branco, o mês da Saúde Mental

O Janeiro Branco é a campanha que visa promover a saúde mental. Criada em 2014, em Uberlândia, Minas Gerais, tem como objetivo a realização de ações como palestras, caminhadas e conversas sobre temas ligados à saúde mental. Por ser o primeiro mês do ano, culturalmente há uma tendência das pessoas refletirem mais sobre a vida e planejar o novo ano. Diante disso, a campanha relaciona esse sentimento a uma "folha em branco", como forma de reescrever sua história de vida.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com mais casos de ansiedade no mundo (9,3%) e o segundo maior das Américas em depressão (5,8%). De acordo com a responsável técnica da Psiquiatria da Gerência de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição e assistente de coordenação do CAPS AD III, médica psiquiatra Vanessa Braga, a pandemia causou um aumento no sofrimento psíquico.

Conforme a especialista, esse sofrimento está relacionado ao medo, ao sentimento de vulnerabilidade e à impotência, e as pessoas demoram a procurar auxílio profissional. Ela afirma que o isolamento e a mudança de rotina também foram responsáveis pelo aumento dos casos. "Aumentou muito a questão da ansiedade, também relacionada aos familiares doentes, de não ter contato e precisar lidar com o luto", completou Vanessa.

Importância da campanha

"É muito importante para que as pessoas tenham um tempo para parar e olhar para si mesmos. Perdemos muito a qualidade nos relacionamentos e muitas das questão psiquiátricas poderiam ser prevenidas com um olhar sobre isso", explica Vanessa. Além disso, a ação evidencia a ideia de romper preconceitos levantados a respeito da saúde mental, que dificultam a procura por ajuda especializada em muitos dos casos.

A respeito das estratégias de cuidado psíquico, a responsável técnica da Psiquiatria reafirmou a importância de a pessoa reconhecer e acolher seus anseios e medos, manter ativa a rede socioafetiva, mantendo contato mesmo que virtual, e evitar o uso de cigarro, álcool e outras drogas para lidar com as emoções.

Créditos: Bárbara Machado