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11.02.2022 11 DE FEVEREIRO - DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES NA CIÊNCIA

Em artigo, a gerente de Ensino e Pesquisa do GHC, Bruna Donida, destaca o importante papel das mulheres na ciência

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Farmacêutica-bioquímica e pesquisadora, Bruna Donida está à frente da Gerência de Ensino e Pesquisa do GHC.

“Fico muito feliz de poder comemorar o Dia da Mulher na Ciência na liderança da Gerência de Ensino e Pesquisa do Grupo Hospitalar Conceição, instituição pública de saúde de destaque nacional e que leva na sua missão a prerrogativa da pesquisa de excelência. Fico orgulhosa de me incluir nesse grupo de mulheres que buscam uma sociedade melhor por meio da ciência. Vivo a pesquisa desde 2007 e nunca tive uma visão segregadora, meus exemplos sempre foram mulheres pesquisadoras, e isso nunca foi um tabu, até porque, mulheres são multitarefas e isso ajuda muito na hora de realizar pesquisas. Todas as minhas orientadoras foram mulheres, maravilhosas por sinal. Adriana Raffin Pohlmann, Fernanda Poletto e Carmen ReglaVargas foram as mulheres que me guiaram durante a minha iniciação científica, mestrado e doutorado. Com elas aprendi não somente sobre ciências farmacêuticas, bioquímica, nanotecnologia e doenças genéticas raras, mas também sobre comprometimento, ética, gestão e principalmente sobre ser forte e resiliente.

Muitas mulheres revolucionaram a ciência, a brilhante cientista polonesa Marie Sklodowska Curie descobriu dois novos elementos químicos: o polônio e o rádio. Marie Curie foi não somente a primeira mulher laureada com um Prêmio Nobel, como também a primeira pessoa a receber duas vezes o prêmio, sendo o Nobel de Física em 1903 e o de Química em 1911. Podemos ainda citar os trabalhos realizados por Ada Lovelace no século 19, hoje considerado o primeiro algoritmo para computação, Rosalind Franklin que descobriu a dupla hélice de DNA, Flossie Wong-Staal, a primeira cientista a clonar o vírus HIV e mapear seus genes, que levou ao teste para a doença. Temos muitos exemplos de brasileiras que também se destacaram e se destacam na ciência e, em tempos de Coronavírus, cabe citar a doutora em imunologia Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo da Universidade de São Paulo (IMT/USP), que é líder da equipe que conseguiu mapear o genoma do vírus SARS-CoV-2 em 48 horas (um tempo recorde, já que a média para esse tipo de procedimento é 15 dias).

No Grupo Hospitalar Conceição

No GHC, temos uma alta representatividade de mulheres que fazem ciência e publicam seus achados em revistas renomadas mundo afora. No nosso mestrado de Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS, dentre os 95 egressos e alunos, 89% são mulheres que trabalham em diversos campos na área da saúde e produzem ciência para qualificar seus ambientes de trabalho e a promoção no cuidado das pessoas.

Eu sei que ainda temos muitas barreiras a serem quebradas, ainda somos a minoria no mundo científico (cerca de 30% dos cientistas são mulheres), mas estamos cada vez mais ganhando espaço. O fato de podermos ser mães pode impactar muito no andamento das pesquisas e na produtividade, tão cobrada para que se possam atingir níveis mais altos como pesquisadoras. Mas hoje, os primeiros passos para o reconhecimento na ciência brasileira já foram dados e a maternidade pode ser incluída no Currículo Lattes.

Os desafios e obstáculos para a mulher na ciência são diários, mas o número e a alta qualidade das pesquisas promovidas por mulheres continuam crescendo e se destacando no cenário nacional e internacional e isso tem contribuído significativamente para a formação de novas gerações de cientistas. Sendo assim, continuaremos na perseverança para superar os obstáculos, produzir ciência de excelência e promover a geração e gestação de novas cientistas.”

Créditos: Bruna Donida (Texto), Bárbara Machado (Foto)