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28.03.2022 CÂNCER DE MAMA

Nova droga traz esperanças para pacientes

Aprovado pela Anvisa, novo medicamento tem efeito surpreendente sobre câncer de mama com qualidade de vida nas mulheres em tratamento do câncer de mama. Estudo que chegou aos resultados positivos acaba de ser publicado na revista científica mais conceituadas do mundo
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Coordenador do Serviço de Mastologia e Pesquisa Clínica do Hospital Conceição e diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia, José Luiz Pedrini.

The New England Journal of medicine, esse é o veículo que acaba de publicar o estudo que chegou ao Trastuzumabe-Deruxtecan, uma nova terapia biológica para o tratamento do câncer de mama metastático HER2 positivo. A nova droga se apresenta como uma revolução mundial no combate a esse tipo de câncer altamente agressivo, significando esperança de melhor sobrevida da paciente. O Deruxtecan será tema de debate no Congresso Brasileiro de Mastologia que acontece entre 20 e 23 de abril, no Centro de Convenções de Salvador.

Pesquisador do Serviço de Mastologia e Pesquisa Clínica do Hospital Conceição, no Rio Grande do Sul, o mastologista José Luiz Pedrini, que também é diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia, explica que o HER2 positivo é um tipo agressivo do câncer de mama e que incide em 20% das mulheres. “Esse medicamento traz uma nova esperança para as pacientes que têm a doença e as que têm o retorno da doença, após o tratamento inicial e aquelas que já realizaram inúmeros tratamentos sem sucesso”, afirma Pedrini.

Segundo ele, a droga é um combo de uma vacina carregada com um quimioterápico chamado deruxtecan que, somado ao trastuzumabe, se liga na célula doente e a destrói. Segundo o mastologista, “Os efeitos colaterais são bem controlados, fazendo com que a mulher tenha uma melhor qualidade de vida, com menos reações adversas, como, por exemplo, menor queda dos cabelos, menos dores no corpo, cansaço e toxicidade geral que, por vezes, a impede de continuar o tratamento”.

Antes de realizar a nova terapia, a paciente passa por exames e só depois é ministrara a substância endovenosa Trastuzumabe-Deruxtecan a cada 21 dias, por tempo indeterminado, nos casos de câncer de mama metastáticos, o procedimento leva em média 30 minutos.

Pedrini participou no Brasil da coordenação do estudo que apontou redução de até 70% da doença em pacientes metastáticos. “Os resultados mostraram que esse tratamento respondeu melhor e é menos tóxico”, comemora o mastologista, acrescentando que representa um grande passo em favor da paciente, com resultados tão surpreendentes que superaram as expectativas dos cientistas.

Ele lembra ainda que novos estudos já foram iniciados com outros tipos de câncer de mama. “É o maior impacto já visto neste tipo de doença, sinalizando novos caminhos no entendimento dela. Novos rumos”, conclui Pedrini.