Na última sexta-feira, dia 23 de setembro, uma paciente do Serviço de Fisioterapia do Hospital Conceição recebeu alta após 36 dias de tratamento para recuperar a habilidade de caminhar, depois de ser internada devido a uma restrição respiratória e motora, acamada e necessitando de suporte ventilatório.
Helena Moraes da Silveira, de 60 anos, aposentada, moradora de Alvorada, apenas conseguia ficar sentada, sem poder se levantar para caminhar. Devido ao tratamento realizado pela equipe do Serviço de Fisioterapia, a paciente recuperou a capacidade de cuidar de sua higiene pessoal e de andar, conseguindo caminhar cerca de 120 metros antes de precisar repousar. A fisioterapeuta Fabiana de Oliveira ressaltou a participação da paciente em querer melhorar seu estado de saúde. "Tem uma taxa do nosso trabalho, mas também do empenho da paciente no tratamento, ela vai conseguir ir embora de carro e não de ambulância, vai poder chegar em casa caminhando, o que ela não conseguia fazer".
A Fisioterapia atua na reabilitação dos pacientes, desde seu ingresso no hospital até sua alta. Hoje atua de forma continuada, 24 horas por dia. Isso auxiliou no processo de recuperação da paciente e também na sua adaptação ao uso de equipamento de suporte ventilatório durante a noite, o que possibilitou sua alta. A adaptação a este equipamento demanda expertise do profissional, tempo e colaboração da paciente. O trabalho em equipe entre os profissionais ao longo dia, bem como no mesmo turno participando no auxílio à reabilitação, teve forte impacto no processo de reabilitação da paciente. Muitas vezes, é necessária a participação de mais de um profissional para atuar nos exercícios terapêuticos de reforço muscular, equilíbrio e caminhada com pouco e/ou sem suporte.
A também fisioterapeuta Marivania Stedile afirmou que o resultado obtido com a paciente foi um esforço conjunto da equipe médica e de todos os outros serviços do hospital, que conseguiram melhorar a independência dela. Marivania também apontou a participação de Helena para sua recuperação. "Ela estava muito comprometida com seu tratamento e isso faz toda a diferença. Então nós observamos que quando o paciente se envolve com seu processo terapêutico, o resultado é muito mais satisfatório". Ela ressaltou três pontos que ajudaram nesse processo: primeiro, é a concepção e a aceitação do paciente com seu estado de saúde; segundo ponto é o paciente se motivar para melhorar sua situação de saúde; terceiro, é a integração de todos os serviços com o foco nesse resultado que é o da melhora da capacidade funcional do paciente dentro dos limites do que podemos alcançar". finalizou.
Créditos: Johan Strassburger (Texto e Foto)