Na tarde dessa quinta-feira, dia 1º de dezembro, o Hospital Conceição foi alegrado com a presença de um visitante um tanto incomum: Spike, um cachorro da raça Golden Retriever, animal de estimação da paciente Danusia Ramires da Silva, 40 anos, que não via seu pet desde a sua internação, há mais de 30 dias.
Segundo a médica intensivista Luciana Blaya, que acompanha o caso, a presença de animais de estimação auxilia os pacientes a lidarem melhor com a internação, amenizando a saudade que sentem e os distraindo durante um momento difícil.
A própria Danusia, que também é técnica de higienização do Hospital Conceição há sete anos, foi quem deu a ideia de que se organizasse a vinda de seu cachorro. “Espero que a presença do Spike inspire cada vez mais o hospital a realizar ações como essa”, disse a paciente.
Denise Bittencourt, Luana Balsamo e João Vitor Garcia, respectivamente irmã, filha e sobrinho de Danusia, também acompanharam o momento. A família é tutora de Spike há aproximadamente um ano, mas já o considera um membro. “Quem realmente queria um cachorro era a minha filha e, em princípio, eu não estava muito contente com a ideia, mas essa foi a melhor escolha que eu poderia ter feito. O Spike é como um filho para mim”, conta a paciente.
Parte da equipe da UTI do hospital, onde Danusia está internada, também acompanhou e se alegrou com a visita de Spike. O encontro foi realizado no corredor próximo à entrada de fundos da UTI.
Como funciona a visita pet?
Também conhecida como pet terapia, a visita de animais de estimação em hospitais é permitida por lei no Rio Grande do Sul, embora não seja obrigatória, sendo uma escolha de cada instituição de saúde realizá-la ou não.
Apenas os bichinhos que não oferecem riscos aos humanos, como cães, gatos, pássaros, coelhos, tartarugas, chinchilas e hamsters são permitidos. Existem também alguns requisitos que precisam ser cumpridos: um veterinário precisa conceder um laudo atestando as boas condições de saúde do animal, todas as vacinas precisam estar em dia e o transporte deve ser feito de forma segura, seja em caixas apropriadas ou com o uso de coleira e guia.
Créditos: Patrick Almeida