Grupo multiprofissional da UTI do Hospital Cristo Redentor (HCR), formado pelos médicos intensivistas do HCR Carla Rynkowski e Frederico Gomes, pelo médico intensivista do Hospital Conceição (HNSC) Pedro Soares, pelo médico intensivista do Hospital Copa Star Pedro Kurtz, pela farmacêutica do HCR Vanessa Hegele, pela estudante de medicina da Ulbra Letícia Peterson e pela, na época, residente de farmácia Mônica Tonello, ganhou prêmio de trabalho destaque na apresentação oral na categoria de Neurointensivismo no 27º Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Com o valor do prêmio o grupo decidiu por realizar uma doação em equipamentos para reabilitação e combate ao delírio dos pacientes internados na UTI do HCR.
Foram doados três óculos de realidade virtual e três equipamentos de celular com especificações de uso em tal modalidade. Os equipamentos podem ser usados pela equipe da fisioterapia diretamente para melhora da adesão à reabilitação motora, bem como pela equipe da psicologia como oferta de entretenimento para os pacientes em risco de desenvolver delírio na UTI.
O trabalho vencedor é intitulado “Effects of Tranexamic Acid in Patients with Subarachnoid Hemorrhage in Brazil: An Observational Study with Propensity Score Analysis”. Um estudo recente em centro europeu havia colocado em dúvida o real benefício do uso de uma medicação pró-coagulante, o ácido tranexâmico, no intuito de evitar um eventual ressangramento cerebral nos pacientes com quadro de hemorragia subaracnóide (HSA). Como o HCR é centro de referência no atendimento da HSA, com alto volume de atendimentos, foi feito estudo local com a hipótese que talvez num país em desenvolvimento, em que nem todos os pacientes têm acesso rápido e ágil a um centro terciário para o tratamento da HSA, ainda houvesse algum benefício em evitar o ressangramento. Ocorre que este estudo local corroborou os resultados do estudo europeu e, com isso, essa medicação não mais foi recomendada para uso com essa finalidade nesses pacientes, sendo modificado no protocolo local.