Com a chegada do outono, a médica pediatra do Hospital Criança Conceição (HCC) Daniela Kersting faz um alerta sobre como prevenir e identificar uma doença muito comum nesta época do ano, a doença mão pé e boca. Causada pelo vírus Coxsacki, a doença afeta, em sua maioria, crianças de cinco a sete anos, sendo responsável por surtos geralmente em creches, escolas e comunidades, podendo ocorrer também em adultos.
O contágio ocorre via ingestão fecal/oral, por meio do contato direto entre as pessoas ou com as fezes contaminas, saliva e outras secreções. A doença pode permanecer no organismo por três a cinco dias.
Sinais característicos da doença
– febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
– aparecimento de manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe, com bolhas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para feridas;
– erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
– mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
– por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.
Como evitar?
Ainda não há vacina para a doença, porém, é possível tomar algumas precauções:
– lavagem frequente das mãos com água e sabão;
– Desinfecção dos locais onde a criança brinca, come ou toca com água e sabão ou álcool 70%.
A doença geralmente desaparece sozinha em uma semana. Em casos mais graves, pode ocorrer inchaço, vermelhidão ou calor ao redor da ferida infectada; dor ao tocar; secreção amarelada, verde ou com sangue; ferida mal cheirosa; desidratação; febre alta e persistente (maior que 38,3 ºC); descamação de pele por mais de duas semanas e descamação de unhas. Nestes casos, ou quando houver dúvida, procure atendimento médico.
Créditos: Natália Piva