O seminário "Tereza de Benguela - A Inserção da Mulher Negra no Mundo do Trabalho”, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, realizado durante essa terça-feira, 25 de julho, reafirmou a luta das mulheres negras para a criação de políticas afirmativas e antirracistas no mercado de trabalho e em todas as áreas da sociedade. A celebração ocorreu no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo GHC.
Abrindo o evento, a ex-funcionária aposentada do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e cantora Rosa Borges iniciou a apresentação cantando "Alguém me avisou" de Ivone Lara, seguida de "Olhos Coloridos", da Sandra de Sá e "Juízo Final", de Clara Nunes.
Na mesa de abertura do evento, estavam presentes a diretora do GHC, Quelen Alves da Silva, a presidente da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do GHC (Ceppir), Andréia Lucia Pereira, a assessora da Diretoria do GHC Lisiane Vieira dos Santos, a gerente de Saúde Comunitária do GHC, Gerusa Bittencourt, e o diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello.
"É importante que nós que estamos aqui, possamos inspirar e esperançar outras mulheres negras a ocuparem os espaços que desejarem", disse a diretora. Ao longo de toda a trajetória do Grupo, Quelen é a primeira mulher negra a ocupar o cargo na direção. Em sua fala, ela reforça: "Não temos como construir um país, construir um projeto de nação, deixando de fora a maior parte da população, que somos nós, mulheres pretas".
A psicóloga do GHC e militante do movimento negro Silvia Regina Ramão foi a primeira palestrante, trazendo o tema "A Perspectiva da Mulher Negra no Mundo do Trabalho". Em seguida, foi organizada uma mesa-redonda intitulada "Movimento de Mulheres Negras e a Luta Antirracista", mediada pela presidente da Ceppir, Andréia Oliveira, com a participação da técnica de enfermagem Winny Alves Soares, da arte-educadora da rede municipal de Porto Alegre, mestra em educação e promotora de Saúde da População Negra Helena Soares Meireles, da Preta Guardiã e da professora Cristiane Gomes, que relataram suas vivências na militância em prol das mulheres negras.
A apresentação do grupo de dança Afro Omudua encerrou as atrações do período da manhã. E as atividades do período da tarde iniciaram com a apresentação musical da Gerente de Saúde Comunitária, Gerusa Bittencourt.
A Diretoria do GHC, representada por diretor-presidente, Gilberto Barichello, e pela diretora Quelen da Silva assinaram a Portaria Nº 2023, que institui o programa “Homenagem às Mulheres Negras do GHC – Homenagem Maria Odília”. “Esta importante ação reforça o compromisso da instituição em valorizar e potencializar a luta das mulheres negras”, explicou Quelen.
Foi realizada ainda uma homenagem a Ana do Carmo da Silva Honorato, uma das fundadoras da Ceppir/GHC que faleceu este ano. Estavam presentes no ato a neta, Makena Honorato, e o viúvo, João Paulo Silva de Lima.
O painel “A experiência do Curso Promotores em Saúde da População Negra” foi apresentado pela coordenadora da Política de Saúde Integrada da População Negra do Município de Porto Alegre, Gisele Gomes. A mesa-redonda sobre “Mulheres Negras e suas Experiências no SUS” foi mediada pela assessora da diretoria do GHC Lisiane Vieira dos Santos e contou com a participação da médica do GHC Cledy Eliana dos Santos, da enfermeira do Hospital Fêmina Junara Nascentes Ferreira e da técnica de higienização hospitalar do GHC Simone da Cunha Ribeiro.
Créditos: Natália Piva (texto e fotos) Renata Lopes (texto) Vitor Jaques (fotos)