Como parte do mês de atividades em alusão à prevenção e ao combate ao câncer de mama - Fios que Acolhem e Abraçam, o Hospital Fêmina realizou na última segunda-feira, 23 de outubro, a palestra Diagnóstico e Humanização no Tratamento Oncológico. O evento contou com palestrantes especializados no assunto, com uma plateia de funcionários, profissionais e estudantes da saúde, e foi mediado pela enfermeira e coordenadora de enfermagem, Maria Cristina Magalhães. “Pra tratar de pacientes na oncologia é preciso amor, coração e acolhimento”, iniciou Maria Cristina.
Na abertura dos debates, a médica e coordenadora da Oncologia, Christina Oppermann, apresentou os palestrantes e falou da importância do Hospital Fêmina no combate ao Câncer de Mama. “Somos o hospital referência, o hospital que mais trata câncer de mama no Estado”, destacou Christina.
O médico oncologista Fernando Kude de Almeida palestrou sobre estatísticas de diagnóstico e sobrevivência, estruturas da mama, fatores de risco, tipos e estágios de cânceres de mama, prevenção primária e secundária. “Os exames preventivos não previnem a mulher de ter a doença, mas previnem as complicações, sequelas e mortes causadas pelo câncer de mama”, disse Almeida.
O técnico de enfermagem da Oncologia Marcos Vinícius Soares fez um relato emocionante de suas experiências, destacando a importância do relacionamento com os familiares das pacientes, da escuta e do acolhimento. “Trabalhar com pacientes oncológicos, às vezes, é saber que o pior vai acontecer, mas fazer com que seja da melhor maneira possível”, concluiu Marcos.
A psicóloga Bibiana Dias de Alexandre falou sobre o impacto do diagnóstico, as interrupções que mudam a vida das pacientes, os lutos e a importância de expressar esses sentimentos. “É importante chorar. Todo o sentimento é legítimo, merece ser externado e validado pela família e pelos profissionais”, destaca Bibiana.
A assistente social Marli Machado Silveira destacou o papel da assistência social na oncologia, detalhando sobre os processos, instâncias, direitos garantidos, fortalecimento e formação das redes de apoio das pacientes. “Muitas vezes, essa mulher é a base e é a mantenedora do lar. Precisamos estar atentos à vida econômica dessas famílias, respeitando suas pluralidades. Cada pessoa tem sua história, sua realidade e seu contexto”, explica Marli.
No encerramento, a convidada do IMAMA Rita Fioravanti da Cunha Pereira falou dos 30 anos do Instituto, dos serviços oferecidos, do trabalho de prevenção realizado, explicando como as mulheres chegam até lá, como funcionam as leis dos 30 dias para o diagnóstico, dos 60 dias para início do tratamento e o quanto é necessário melhorar a atenção às mulheres jovens que têm suspeita da doença. “Não queremos mulheres-maravilha e guerreiras. Não podemos romantizar o câncer. Queremos condições dignas de prevenção, cuidado e tratamento. Não queremos mais lutar por direitos que já são garantidos”, concluiu Rita.
Após a palestra, o coral do IMAMA se apresentou no saguão do hospital, show que é realizado em todas as segundas-feiras do mês de outubro.
Créditos: Liliane Pazzini Miranda