Representantes da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde reforçaram a importância dos estudos da Rede Colaborativa Brasil de Pesquisa de Dados Clínicos Covid-19/Pós-Covid e MPOX, sob coordenação do GHC, para subsidiar as organizações internacionais e Ministério da Saúde na definição de políticas públicas não apenas para o tema da Covid e covid longa, como também outras situações que possam afetar massivamente a população, entre elas os riscos de arboviroses (doenças causadas por mosquitos como chikungunha, dengue e zika) e temas relacionados à identificação precoce e tratamento de casos de câncer.
O compromisso de consolidar o grupo de pesquisa e ampliá-lo para outras abordagens e estudos foi parte das discussões que aconteceram nesta sexta-feira (15/12), na sede do Grupo Hospitalar Conceição. Na ocasião estavam presentes médicos, sanitaristas, professores e pesquisadores de hospitais-escola de diversos estados brasileiros que participam da Rede Colaborativa e representantes da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde.
O encontro desta sexta-feira encerrou o Seminário Internacional “Contribuições ao SUS e à Plataforma clinica Global da OMS – Resultados dos estudos Multicêntricos sobre casos de pós-covid e MPOX no Brasil”, promovido pela Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde que ocorreu no dia 14/12 no auditório do Hospital de Clínicas, em Porto Alegre.
Professor Fernando Anshau apresentou os resultados dos estudos da Rede colaborativa sobre covid longa no Seminário
O Seminário teve como objetivo compartilhar as experiências e os resultados dos estudos multicêntricos quanto à caracterização clínica e epidemiológica da Pós-Covid e MPOX, para contribuir com o SUS e a Plataforma Clínica Global da OMS. Diversos pesquisadores apresentaram painéis que discutiram o panorama internacional de pesquisas, dados clínicos sobre a Covid-19 e estratégias globais para a pesquisa clínica sobre Covid-19.
O Grupo Hospitalar Conceição foi referência no enfrentamento à covid-19 durante os anos de pandemia (2020-2023) e a Escola GHC tornou-se referência nacional ao liderar a consolidação da Rede de Pesquisadores Colaborativa que passou a estudar o impacto pós-covid entre os usuários do SUS. Sendo referência em estudos sobre covid longa, o professor-doutor Fernando Anschau, médico pesquisador - coordenador do setor de Pesquisas do GHC, professor da PUCRS, UFRGS e do Mestrado em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS da Escola GHC apresentou os resultados do trabalho da Rede Colaborativa nos últimos três anos, mostrando os dados de pesquisa clínica Covid-19/Pós-Covid e MPOX e abordando aspectos organizacionais desses estudos que vem sendo compartilhados na plataforma Clínica Global/OMS. O grupo vem produzindo diversos estudos sobre as características da covid longa, o agravamento de situações de saúde e o impacto para o Sistema Único da Saúde.
Para Fernando Anschau, “a confirmação do interesse por parte das organizações de saúde internacionais e do Ministério da Saúde em manter e ampliar essa Rede Colaborativa de pesquisadores é um estímulo e também um reconhecimento do trabalho de excelência de pesquisadores, professores e profissionais que atuam no GHC e em toda a Rede produzindo conhecimento e saber no campo da saúde pública e para o SUS”.
O Seminário Internacional também discutiu o uso da inteligência artificial na assistência e pesquisa em saúde; estratégias digitais para a identificação de casos pós-covid19 em prontuários eletrônicos de pacientes de SUS; aspectos Éticos e de Governança sobre estudos multicêntricos da Covid-19/pós-Covid; troca de experiências entre redes colaborativas no Brasil e resultados de pesquisas.
Participaram do Seminário Internacional o Ministério da Saúde, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH/MEC); OPAS; OMS, representantes de Universidades, Fundações de pesquisa, órgãos públicos de saúde, instituições de ensino e de saúde de diversos estados do Brasil.
Créditos: Denise Mantovani