O Ambulatório do Hospital Nossa Senhora Conceição (HNSC) promoveu oficina para profissionais da saúde em educação ao paciente sobre câncer de pele. A oficina foi ministrada pela Dra. Clarice Gabardo Ritter, do Serviço de Dermatologia.
O câncer de pele NÃO melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas.
O câncer de pele Melanoma é mais raro e o mais agressivo. De acordo com INCA, a estimativa de novos casos novos em 2023 será de 8.980.
Cerca de 200.000 casos de melanoma são diagnosticados no mundo a cada ano. A cada hora cerca de 6 pessoas morrem de melanoma em todo mundo.
O surgimento de quaisquer lesões/ferimento na pele que não tenha resolução em um período de 15 dias deve ser avaliado por especialista, pois pode tratar-se de um câncer de pele não melanoma. O principal sintoma nas lesões mais avançadas é sangramento a mínimos atritos.
Qualquer alteração morfológica em nevos (pequenas lesões cutâneas, geralmente escuras que se desenvolvem a partir das células que produzem o pigmento na pele) preexistentes, também deve ser avaliada pelo especialista, assim como surgimento de novas lesões, principalmente as pigmentadas.
“Nosso papel como profissionais da saúde é educar sobre proteção solar”, destaca dra Clarice. Ela lembra que no período de janeiro a outubro/23 foram diagnosticados no GHC 252 casos de câncer de pele com indicação de 1º tratamento conforme o relatório do relógio do câncer.
“Cuidar da pele é uma forma de cuidar da sua saúde e prevenir doenças”, reforça. É importante que o profissional da saúde oriente o paciente a se examinar e a adotar medidas de fotoproteção como rotina diária, independente do tipo ou cor da pele.
Medidas de fotoproteção:
Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares, evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16 horas;
Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas;
manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses
Sobre o uso de filtros solares:
Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão.
Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre.
Ações que o profissional da saúde deve realizar:
Identificar pacientes com risco e lembrá-los da importância de se proteger;
Contribuir para "desglamourizar" o bronzeado como forma de beleza;
Lembrar que se proteger do sol é prevenir câncer de pele, mas também rugas, manchas e envelhecimento precoce;
Desfazer mitos como: Câncer de pele não mata; Usar filtro solar vai me deixar com ossos fracos pois preciso de vitamina D.
Créditos: Sthefany Canez com colaboração da enfermeira Elisabete Storck (supervisão Denise Mantovani).