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19.01.2024 NUTRIÇÃO E DIETÉTICA

Nutricionista do GHC explica a importância da alimentação adequada nos dias de calor intenso

Recentemente, o Estado vêm enfrentando ondas de calor intensas e que podem trazer sérios riscos à saúde, como a intermação, que ocorre quando há a elevação da temperatura corporal (hipetermia igual ou maior a 40ºC associada à desidratação), em que se observa falha no mecanismo de transpiração e o corpo não consegue se resfriar.

De acordo com a assistente de coordenação do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Cristo Redentor, Luciana de Souza, as altas temperaturas também aumentam a indisposição para as atividades da vida diária. "Observa-se que as pessoas normalmente ficam menos dispostas a cozinhar, aumentando o consumo de alimentos ultraprocessados. Estes alimentos são ricos em gordura, açúcar e sódio, que interferem na digestibilidade e também na desidratação", explica Luciana.

Outro fator importante, relacionado às altas temperaturas é como ela pode se relacionar com a insegurança alimentar. Um recente estudo, publicado pela revista Nature, relaciona o baixo rendimento para o trabalho – impactando diretamente a aquisição de alimentos – com os períodos de calor intenso. Isso acontece principalmente nos países de baixa renda, onde o trabalho informal predomina, tendo como exemplo a construção civil e agricultura.

Dessa forma, com as altas temperaturas é necessário:

- aumentar a hidratação,
- reduzir a ingestão de bebida alcoólica e estimulantes, como o café, que aumentam a desidratação,
- realizar refeições mais leves, com menos gordura, açúcar e sódio.
- sempre que possível, preparar seu próprio alimento, reduzindo o risco de contaminação alimentar, que aumenta com as altas temperaturas e apresenta os seguintes sintomas: vômito, dor abdominal, diarreia, febre, falta de apetite e redução da ingestão hídrica.

Créditos: Patrick Almeida (Texto)