Nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, ocorreu, no Hospital Nossa Senhora da Conceição, uma oficina para os higienizadores, com o objetivo de treinar os procedimentos de limpeza do hospital. A atividade marca a mudança para o novo regime de carga horária de 220 para 180 horas para a categoria, sem redução salarial. A aprovação foi informada pela Secretaria de Coordenação das Estatais (SEST) ao Grupo Hospitalar Conceição no dia 29 de dezembro e, no dia 22 de janeiro, aprovada por unanimidade na Assembleia Geral Extraordinária da categoria chamada pela Aserghc e Sindisaúde.
A coordenadora de Hotelaria do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Leda Bertamoni, relata que a ideia é retomar as rotinas práticas. “Vamos começar a fazer sistematicamente oficinas de fazeres. Nós iniciamos hoje com uma oficina sobre limpezas terminais de leito, para resgatar técnica, produtos utilizados e verificar a qualidade do processo efetuado. É uma rotina diferenciada do que tinha anteriormente porque eles faziam uma jornada maior com intervalos. Agora eles iniciam e terminam o seu turno de trabalho junto com as equipes da assistência. Então, redividimos o grupo de trabalhadores junto aos supervisores, que vão acompanhar in loco. Vai ser uma adaptação e vamos avaliar sistematicamente o processo para chegar na melhor qualidade possível", explica.
Fêmina promove confraternização para marcar a mudança
Já, no dia 31 de janeiro, houve uma celebração no Hospital Fêmina, onde os higienizadores comemoraram a redução da jornada de trabalho. A iniciativa, promovida pela Gerência de Administração, em parceria com os trabalhadores da higienização, foi marcada por um evento no auditório da instituição. Os trabalhadores foram recebidos pelo diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, pelo gerente de Administração do Hospital Fêmina, Cláudio Silva, e pelo gestor da higienização, Nívio Júnior.
Ao agradecer o empenho da equipe, que mesmo com defasagem no quadro deu o seu máximo, o gerente Cláudio Silva ressaltou que, junto às conquistas, vêm as responsabilidades, enfatizando as tarefas futuras. O diretor Barichello contextualizou a história da mudança, que além de aguardar nove anos, mencionou o aspecto político e o investimento do governo Lula no SUS, marcando um novo tempo, com condição de oferecer mais acesso e qualidade aos usuários do GHC 100%.
Após os discursos, as portas do auditório foram abertas, revelando uma surpresa aos trabalhadores: música ao vivo da colega Sonia Bispo e um coffee break para celebrar o novo ciclo de trabalho implementado.
Créditos: Lorenzo Mascia (com a colaboração da Gerência de Administração do Fêmina)