Com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, diversas pessoas perderam suas casas ou tiveram que buscar outras formas de alojamento. Com isso, 430 funcionários do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) atuam diariamente em dois abrigos, desde o início de maio. A força-tarefa inclui médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. “O objetivo é proporcionar acolhimento, refúgio temporário, além de garantir segurança e alimentos às pessoas”, salienta a gerente de Atenção Primária à Saúde do GHC, Gerusa Bittencourt.
O diretor de Atenção à Saúde do GHC, Luís Antônio Benvegnú, relata que, nos abrigos, além de não estarem no meio da água, as pessoas recebem medicamentos, tratamento para as doenças infecciosas respiratórias, alimentação e, principalmente, apoio em relação à saúde mental. “Os funcionários e voluntários estão trabalhando na escuta dos alojados para entender as dificuldades individuais e providenciar o atendimento adequado”, explica.
RELATO
Trabalhando nos abrigos desde 4 de maio, Susiane Ferreira é enfermeira do GHC e atua na supervisão de Saúde Mental da Gerência de Atenção Primária à Saúde. Ela explica que o primeiro desafio foi organizar os espaços de assistência em saúde. Depois, começou a ser realizado o acolhimento e a escuta terapêutica das pessoas desalojadas. "Agora, além da escuta terapêutica, atuamos no cuidado em relação às doenças que vêm com as enchentes", complementa.
Créditos: Lorenzo Mascia (texto) e Diego Machado (foto)