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05.07.2024 MAIS SAÚDE

Teleconsultas encurtam distâncias e diminuem a espera na Oncologia do GHC

O serviço agiliza o encaminhamento para exames e permite a participação mais ativa de familiares
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Centro de Oncologia do Grupo Hospitalar Conceição, localizado na zona norte da cidade.
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Sabrina Bedin, médica oncologista do GHC.
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Vanessa Lins, enfermeira oncologista do Grupo.

O novo Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (COH/GHC) está realizando teleconsultas com os usuários do SUS. O objetivo dessa nova modalidade é reduzir a fila de espera e diminuir a distância entre o médico e o paciente, além de permitir que familiares possam participar de forma mais ativa. “Muitos deles não conseguem vir até o hospital por conta de trabalho ou do deslocamento e, assim, conseguem dar suporte ao paciente e entender o que está acontecendo”, destaca a médica oncologista Sabrina Bedin. Atualmente, além dela, o serviço conta com o trabalho de uma enfermeira.Com esse tipo de atendimento, é possível realizar a avaliação do paciente, verificar as demandas e fazer os encaminhamentos necessários. “Nesse primeiro momento, avaliamos se existe a necessidade de cirurgia ou radioterapia, por exemplo, o que agiliza o tratamento”, explica Sabrina.

A oncologista destaca que a ideia da teleconsulta surgiu em 2023, diante da alta demanda em relação ao primeiro atendimento, momento em que o paciente ainda está em fase de conhecimento e entendimento da doença. Sabrina esclarece que muitos usuários vêm de outras especialidades, como urologia e cirurgia do aparelho digestivo, por exemplo. “O usuário já é encaminhado para outras etapas da assistência sem a necessidade de passar por uma avaliação presencial”, complementa. Esse trabalho ajuda, sobretudo, pessoas com problemas de mobilidade e logística e facilita o acesso ao atendimento especializado.

BUSCA ATIVA

Com a teleconsulta, é possível fazer um acompanhamento mais eficaz das pessoas que realizam quimioterapia, por exemplo. A enfermeira Vanessa Luiza Lins Rodrigues faz esse trabalho de busca ativa dos pacientes. “Entramos em contato com o usuário de 48 a 72 horas após o tratamento para avaliar os sintomas, esclarecer dúvidas e monitorar os efeitos”, relata. Assim, caso a pessoa sinta algum efeito adverso, é encaminhada para teleconsulta médica ou para a emergência. Vanessa ressalta a importância deste serviço de enfermagem por garantir mais qualidade de vida ao paciente, ao prevenir complicações associadas à quimioterapia e reduzir a necessidade de internação.

Créditos: Marianna de Azevêdo