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22.07.2024 MAIS SAÚDE

GHC desenvolve projeto para ajudar vítimas de câncer de cabeça e pescoço

Cuidado com as pessoas afetadas pela doença permite a retomada de atividades rotineiras e o retorno ao convívio social.
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Marcelo Abreu, Rodrigo Menezes, Gabriela Rech e Jordana Balbinot.
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Roberta Garcia.
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Usuários e profissionais de saúde trocam experiências durante o grupo de apoio de laringectomizados.

Com o objetivo de assegurar a reinserção social de pessoas vítimas do câncer, profissionais de saúde das áreas de Odontologia, Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia e de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) se uniram para desenvolver um projeto dedicado à reconstrução de parte do rosto e/ou pescoço dos afetados pela doença. Os integrantes da equipe trabalham para desenvolver e aprimorar a iniciativa, mas já percebem a importância desta ação na vida dos usuários. “Enquanto instituição 100% SUS, o GHC, com certeza, foi pioneiro em oferecer a possibilidade de reabilitação completa desses pacientes, que, provavelmente, não teriam condições de realizar o tratamento de maneira particular”, destaca o cirurgião de Cabeça e Pescoço Marcelo Abreu. Segundo o médico, o projeto começou de uma maneira bem incipiente e foi evoluindo aos poucos, até chegar à confecção de uma placa de reconstrução completa.

O projeto é uma iniciativa conjunta do GHC e da Faculdade de Odontologia da UFRGS, que possui experiência e conhecimento no campo de próteses de reconstrução. “A intenção sempre foi ampliar a iniciativa, englobando assistência, ensino e pesquisa, para desenvolver essa tecnologia aqui no GHC”, explica a coordenadora do Serviço de Odontologia e chefe do projeto, Roberta Garcia. Para concretizar a proposta, a parceria com a UFRGS foi muito importante.

Com o projeto em andamento, Roberta Garcia explica que a equipe de Odontologia do GHC está realizando capacitações na UFRGS, além de contar com o atendimento especializado de uma professora da instituição como consultora. A odontologista conta que a iniciativa ainda tem desafios, como melhorar a infraestrutura do laboratório de próteses, mas, mesmo assim, os trabalhadores já comemoram a satisfação dos usuários, o retorno positivo e o carinho recebido.

A fonoaudióloga Jordana Balbinot também participa do projeto e atende no ambulatório do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). Ela destaca que seu trabalho visa a assegurar a reabilitação dos usuários que realizam as cirurgias e ficam com sequelas na deglutição e na fala. “Com a fonoterapia, trabalhamos para que o paciente, seja oncológico ou não, volte a se alimentar por via oral e retome a capacidade de comunicação”, esclarece.


Grupo de apoio
De acordo com a fonoaudióloga Jordana Balbinot, no dia 19 de julho, começaram as atividades do grupo de apoio para laringectomizados totais e seus familiares. “O objetivo é acolher as pessoas e possibilitar a troca de experiências para auxiliá-las no processo de reabilitação e de retomada do convívio social”, reafirma.

Pioneiro no RS
Em julho de 2022, o GHC tornou-se a primeira rede de hospitais do Estado a realizar a distribuição de laringes eletrônicas para reabilitação vocal de pacientes laringectomizados pelo SUS. O primeiro usuário a receber o aparelho foi o jornalista Gislei do Prado Charqueiro, de 74 anos. Ele realizou uma laringectomia total em 2021, o que o impossibilitava de realizar plenamente suas atividades, em função da perda da voz. Com a laringe eletrônica e o apoio da reabilitação fonoaudiológica, conseguiu restabelecer sua comunicação.

Já em 2023, novamente, o GHC foi pioneiro no RS ao iniciar a colocação de próteses fonatórias pelo SUS, para viabilizar a comunicação dos usuários submetidos ao procedimento cirúrgico. O cirurgião de cabeça e pescoço Marcelo Abreu é o responsável pela colocação destas próteses no HNSC e, após o procedimento, os pacientes passam pelo processo de reabilitação com a fonoaudióloga para voltar a se comunicar.

O caminho da reabilitação
O cirurgião Marcelo Abreu explica que no GHC primeiro é feita a retirada do tumor pela Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Depois, a Odontologia atua na confecção das próteses bucomaxilofaciais e, por fim, a Fonoaudiologia atua na reabilitação das funções fonatórias e de deglutição.

Créditos: Marianna de Azevêdo