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23.08.2024 MAIS SAÚDE

GHC comemora 50º transplante de medula óssea

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Equipe de saúde confraterniza com pacientes transplantados.
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Antônio César da Costa, João Motta, Quelen Tanize Alves da Silva, Marcelo Capra e Marcelus Augusto Trois.
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O coordenador médico do Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo, Marcelo Capra, destacou que cada transplante realizado renova as energias da equipe multidisciplinar, dos pacientes e de seus familiares.
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Marcelus Augusto agradeceu a todos que auxiliaram no seu tratamento.
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Antônio César da Costa ressaltou que a humanização deve ser o propósito de toda a comunidade hospitalar.

Nesta sexta-feira, 23 de agosto, às 10h, foi realizado, no auditório do Centro de Oncologia e Hematologia, o ato comemorativo à realização de 50 transplantes de medula óssea pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC). O evento contou com a participação de gestores, trabalhadores e transplantados. A diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação, Quelen Tanize Alves da Silva, salientou a importância destes procedimentos terem sido feitos num espaço 100% SUS. Também ressaltou a necessidade de ampliar cada vez mais a capacidade de atendimento. “Existem muitas pessoas que ainda não chegaram até aqui, por isso, temos o compromisso de lutar para que todos possam acessar os nossos serviços”, reforçou.

Após a realização de 50 Transplantes de Medula Óssea no GHC, as perspectivas são bastante positivas. Com a recente inauguração do Centro de Oncologia e Hematologia, será possível ampliar os atendimentos aos usuários do SUS que necessitam de tratamento. O diretor Administrativo e Financeiro do GHC, João Motta, lembrou que a capacidade instalada no Rio Grande do Sul para realização de transplantes é inferior às necessidades da população. “Existem cerca de 600 pessoas na fila, por isso, não podemos tirar o pé do acelerador, embora tenhamos duplicado a capacidade de investimento no GHC na atual gestão”, disse. Para ele, o Governo Federal é sensível, conforme destacou o presidente Lula em recente visita ao Grupo, à necessidade de ampliação dos serviços para que a fila diminua o mais rápido possível.

O Transplante de Medula Óssea (TMO) é utilizado no tratamento de diversos tumores hematológicos, como leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, mas também em tumores de testículo e pediátricos e em casos de doenças benignas da medula, entre elas, a anemia falciforme e anemia aplástica. Esse tipo de transplante consiste, basicamente, em coletar as células que dão origem ao sistema sanguíneo (células-tronco hematopoiéticas) e armazená-las em geladeira ou freezer. Depois, é realizada quimioterapia de altas doses, com ou sem radioterapia. O objetivo é eliminar a doença, mas as células-tronco saudáveis, que permaneceram na medula do paciente, também são atingidas. Após esse tratamento, e com a medula vazia, as células-tronco coletadas são reinseridas por meio de uma veia. Feito isso, irão ganhar a corrente sanguínea e retornar à medula óssea para, então, voltar a produzir sangue. Esse processo final é chamado de "pega" da medula.

Para viabilizar a realização de um transplante de medula, é necessária a atuação de uma equipe altamente especializada, composta por médicos hematologistas e hemoterapeutas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, nutricionistas e atendentes de nutrição, além de psicólogos, fisioterapeutas, odontólogos, farmacêuticos, assistentes sociais, voluntários e profissionais administrativos, entre outros. Deste trabalho multidisciplinar e integrado, surge a possibilidade de salvar vidas e devolver a esperança aos usuários do SUS que necessitam de assistência.

Mais 14 leitos na Hematologia

"Cada transplante realizado renova as energias da equipe multiprofissional, dos pacientes e de seus familiares, após um período geralmente difícil”, salienta o coordenador médico do Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo, Marcelo Capra. Ele reforça que é emocionante ver o sorriso estampado no rosto de todos os envolvidos ao festejarem a “pega” da medula, porque significa renascimento e a proximidade do retorno para casa para a pessoa transplantada. Com o Centro de Oncologia e Hematologia, o GHC conta com 14 novos leitos, o que possibilitará a realização de 70 transplantes desse tipo por ano.

Marcelo Capra explica que existem dois tipos de transplantes, um em que o doador é o próprio paciente, denominado autólogo, e o outro, o alogênico, no qual o doador é um familiar (aparentado) ou um doador obtido junto ao Banco de Doadores de Medula (não aparentado). No GHC, segundo ele, os transplantes autólogos são realizados há dois anos. “Neste período, muitas histórias de vida foram compartilhadas e desenvolvemos uma metodologia que combina excelência técnica com um profundo cuidado com os pacientes e familiares”, destaca. Agora, com essa ampliação e o credenciamento junto à Central de Transplantes do Estado/Ministério da Saúde, também será possível a realização de transplantes alogênicos, permitindo atender pacientes com leucemias agudas, patologias que exigem urgência na realização do procedimento.

DEPOIMENTOS DE USUÁRIOS QUE REALIZARAM TRANSPLANTES NO GHC

“Óbvio que temos medo da doença, mas eu não olho tanto para ela, e sim para a oportunidade de viver, estar com a minha esposa e o meu filho e trabalhar com o que eu adoro. Vocês conseguiram colocar pessoas aqui com propósito, pois a qualidade que vocês entregam não é só um cargo, um salário, são pessoas que querem fazer a diferença na vida dos pacientes. O que nós recebemos aqui é muito grande. Recebi aqui uma nova oportunidade de vida, que eu valorizo muito. Durante esse processo, nunca teve alguém que me recebeu de uma forma desconfortável, sempre fui muito bem recebido, por isso, agradeço a todos e todas.” Marcelus Augusto Trois (Fez o transplante em dezembro de 2023).

“Quero primeiro agradecer a Deus por essa possibilidade de estar falando com vocês. Depois do transplante, ganhamos uma nova vida. A humanização é o propósito de toda a comunidade hospitalar. Agradeço de coração a todos que estiveram comigo nesse caminho. Creio que tudo tem um propósito em nossas vidas e 90% da cura está na nossa cabeça, então é gratificante estar aqui.” Antônio César da Costa (Fez o transplante em fevereiro de 2023).

Créditos: Lorenzo Mascia (texto) Diego Giru (fotos)