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25.10.2024 MAIS SAÚDE

Banco de Sangue do GHC inaugura Centro de Processamento Celular

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Kátia Fassina, Luís Antônio Benvegnú, Carolina Gasperin e Pâmela Menegatto.
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O objetivo deste centro é ser uma sala de criopreservação de células para tratamento de tumores e doenças neoplásicas.
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Equipe do Centro de Processamento Celular.

Em agosto de 2024, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) celebrou a realização de 50 transplantes de medula óssea. O Transplante de Medula Óssea (TMO) é utilizado no tratamento de diversos tumores hematológicos, como leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, mas também em tumores de testículo e pediátricos e em casos de doenças benignas da medula, entre elas, a anemia falciforme e anemia aplástica.

Esse tipo de transplante consiste, basicamente, em coletar as células que dão origem ao sistema sanguíneo (células-tronco hematopoiéticas) e armazená-las em geladeira ou freezer. Depois, é realizada quimioterapia de altas doses, com ou sem radioterapia. O objetivo é eliminar a doença, mas as células-tronco saudáveis, que permaneceram na medula do paciente, também são atingidas. Após esse tratamento, e com a medula vazia, as células-tronco coletadas são reinseridas por meio de uma veia. Feito isso, irão ganhar a corrente sanguínea e retornar à medula óssea para, então, voltar a produzir sangue. Esse processo final é chamado de “pega” da medula.

Para viabilizar a realização de um transplante de medula, é necessária a atuação de uma equipe altamente especializada. Deste trabalho multidisciplinar e integrado, surge a possibilidade de salvar vidas e devolver a esperança aos usuários do SUS que necessitam de assistência.

NOVIDADE NO GHC

No dia 17 de outubro, foi inaugurado o Centro de Processamento Celular, localizado no Banco de Sangue do GHC. Este novo centro, auxilia no Transplante de Medúla Óssea incluindo o transplante alogênico, sendo um procedimento que consiste na transferência de células-tronco da medula óssea de um doador para um receptor, podendo ser um parente próximo, um doador não aparentado.

Segundo a médica responsável técnica do Banco de Sangue do GHC, Kátia Fassina, o objetivo deste centro é ser uma sala de criopreservação de células para tratamento de tumores e doenças neoplásicas. Kátia destacou que o Centro de Processamento Celular é de grande importância por ser uma parte essencial do transplante. “Essa sala permite que a medula óssea dos doadores fique armazenada aqui”, salientou a médica.

“Este novo serviço vai agilizar o tratamento aos pacientes do GHC, sendo 100% SUS, proporcionando um atendimento mais amplo para quem precisa”, destacou o diretor de Atenção à Saúde do GHC, Luís Antônio Benvegnú.

Com a inauguração Centro de Processamento Celular, o GHC passa a contar com o transplante alogênico, ampliando a oferta deste procedimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde.

Créditos: Marianna de Azevêdo