Grupo Hospitalar Conceição ancora
logo
instagram facebook twitter youtube uptodate linkedin
12.11.2024 MAIS SAÚDE

Conheça o Serviço de Fonoaudiologia do GHC

files/img.ptg.2.1.01.33657.jpg
Integrantes do serviço de Fonoaudiologia do GHC.
files/img.ptg.2.1.02.33657.jpg
O otorrino-pediátrico do HNSC, Iuberi Carson Zwetsch, trabalha há mais de 30 anos no Grupo.
files/img.ptg.2.1.03.33657.jpg
A presidente da CEPPAM, Maria Salette, ressalta que a Libras é um fator muito importante para a construção da cultura e da identidade da comunidade surda brasileira.

Em funcionamento há mais de 24 anos, o Serviço de Fonoaudiologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), inicialmente, oferecia apenas exames de audiometria e, ao longo dos anos, foi incorporando outros tipos de atendimentos, na medida em que eram necessárias outras avaliações para os diagnósticos. Em 2004, o Hospital Nossa Senhora Conceição (HNSC) foi credenciado como referência de Alta Complexidade em Saúde Auditiva e, em 2024, como de Atenção Especializada às Pessoas com Deficiência Auditiva, o que o habilita para a realização de implantes cocleares – dispositivo eletrônico que substitui parcialmente as células danificadas da cóclea - e próteses auditivas ancoradas na parte óssea.

Localizado no térreo, próximo à entrada secundária do HNSC, o serviço ambulatorial realiza atendimentos na área da Saúde Auditiva para o público adulto e pediátrico, disponibilizando procedimentos como Audiometria Tonal e Vocal, Triagem Auditiva Neonatal, seleção, adaptação e acompanhamento de próteses auditivas, além de fonoterapia do usuário de aparelho auditivo ou implante coclear. Também são realizadas consultorias em amamentação de recém-nascidos internados na maternidade.

Em outubro, foi instalada uma nova cabine para exames auditivos no Serviço de Fonoaudiologia, adquirida por meio de parceria com a Escola GHC, a partir de recursos oriundos de estágios curriculares. A aquisição permitiu a substituição de outra que estava há mais de 10 anos em uso. A nova cabine permitirá a realização de 40 atendimentos por semana, contemplando principalmente exames auditivos infantis. A cabine de audiometria é um componente essencial para a promoção da saúde auditiva e para assegurar a melhoria da qualidade de vida dos usuários.

AGENDAMENTOS

O acesso ao Serviço de Fonoaudiologia acontece por meio do encaminhamento direto dos Serviços de Otorrinolaringologia do HNSC e do HCC, além de outras especialidades pediátricas que necessitem de complementação diagnóstica, como neuropediatria e pediatria. Também ocorrem agendamentos por meio da Central de Marcação de Consultas, para reabilitação auditiva adulta e Pediátrica e para atendimento de pacientes internados, que necessitam de avaliação auditiva. Em relação aos funcionários do GHC, o serviço oferece exames auditivos periódicos, a partir de encaminhamento da Saúde do Trabalhador.

O Serviço de Fonoaudiologia funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 19h. Atualmente, conta com oito fonoaudiólogas efetivas e uma fonoaudióloga temporária, todas atuando especialmente na área de Saúde Auditiva. Os atendimentos são realizados com hora marcada, com exceção da triagem auditiva e das consultorias de amamentação, que são feitas ainda na maternidade ou na unidade neonatal.

A assistente de Coordenação da Reabilitação, Marivânia Olga Stedile, esclarece que o Serviço de Fonoaudiologia atua na triagem, diagnóstico e intervenção na deficiência auditiva em bebês, crianças e adultos, minimizando o impacto da perda auditiva no desenvolvimento, no caso das crianças, e na qualidade de vida, no caso de adultos e idosos. “A audição é um dos sentidos mais importantes para a comunicação e interação interpessoal e já existem estudos científicos que comprovam que a privação auditiva está associada a atrasos no desenvolvimento da linguagem e da cognição, além de ocasionar dificuldades de socialização e alterações de memória”, complementa.

HOSPITALAR

Com início em 2019, o serviço na área hospitalar atendia inicialmente pacientes vítimas de AVC e da UTI, das 7h às 19h, durante a semana, e aos finais de semana, em esquema de plantão. Ao todo, são seis profissionais contratadas, que desempenham suas funções na UTI, emergência, unidades de internação, oncologia e ambulatório. Também atuam no local três profissionais temporárias e duas profissionais contratadas especificamente para trabalhar no Ambulatório de Disfagia, nas áreas de neurologia e cabeça e pescoço.

Após a entrada do paciente no hospital e, se for identificada a necessidade de uma intervenção fonoaudiológica, a equipe é acionada pelo sistema de consultorias. Passa, então, a avaliar o paciente e realizar o processo de recuperação e tratamento. Marivânia destaca que a intervenção fonoaudiológica devolve a autonomia e a autoestima, além de assegurar a estabilização da funcionalidade.

SURDEZ

Há mais de 30 anos trabalhando no GHC, o otorrino-pediátrico do HNSC, Iuberi Carson Zwetsch, explica que a surdez significa a perda da capacidade de audição e, por isso, o quanto antes a pessoa descobrir, melhor, pois o tratamento precoce é a chave da recuperação. Assim, a triagem auditiva neonatal, também conhecida como Teste da Orelhinha, realizada pelo serviço, é muito importante.

As principais formas de diagnóstico são a triagem universal auditiva, a audiometria e a avaliação do potencial auditivo, no qual um aparelho capta a energia do ouvido. Zwetsch explica que a diferença de diagnóstico em crianças e adultos é muito grande, pois, quando você estimula o cérebro cedo, ele se acostuma com o sinal. “Se você deixa uma pessoa sempre no silêncio, o costume será o de não escutar, e se você pegar uma criança de 1-2 meses com problema auditivo, ela não vai conseguir adquirir certas coisas que, se tratada, poderia adquirir.”

O tratamento, também realizado pela Fonoaudiologia, pode ser feito pelo uso de aparelho auditivo, estimulação fonoaudiológica ou mediante o implante coclear, mas nem todos os casos têm essa indicação. A surdez pode ser adquirida ao longo do tempo, ou seja, a pessoa não nasce com a perda. “O propósito maior de tratar uma pessoa surda é que adquira linguagem e aprendizado, por isso, o trabalho da fonoaudiologia é crucial. A fonoaudióloga atua na fase de diagnóstico e terapia e o otorrinolaringologista trabalha na seleção e interpretação dos exames e no tratamento. A prevenção consiste em fazer o diagnóstico o quanto antes, pois não existe remédio para surdez. “As duas áreas trabalham sempre juntas, pois o tratamento e diagnóstico são feitos de forma integrada”, complementa Zwetsch.

LÍNGUA DE SINAIS

Uma ferramenta essencial para promover a comunicação e o acesso à informação de pessoas surdas é a Língua Brasileira de Sinais (Libras), reconhecida através da Lei nº 10.436/2022, que consiste em movimentos gestuais e expressões faciais, percebidos pela visão. Cada país possui sua própria língua de sinais, portanto, não é universal. Com a Libras, as pessoas surdas podem estar integradas à sociedade.

A presidente da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Acessibilidade e Mobilidade, Maria Salette, ressalta que a Libras é um fator muito importante para a construção da cultura e da identidade da comunidade surda brasileira. “A proposta do GHC é sensibilizar gestores, trabalhadores e usuários, assim como o controle social e a população em geral, para a necessidade de desenvolver um olhar que considere as especificidades de cada pessoa, quando se pensa em proteção e promoção de saúde a partir da comunicação.”

A Gerência de Participação Social e Diversidade, por meio da CEPPAM e em parceria com a Gerência de Ensino e Pesquisa do GHC, vem realizando o Projeto Comunicação Facilitada, que tem o objetivo de disponibilizar uma relação de trabalhadores (banco de dados) que são capacitados em outras línguas, como a Libras, para que possam servir de facilitadores na comunicação com os usuários. Para isso, são ofertados cursos de diferentes níveis para os empregados do Grupo.

Créditos: Lorenzo Mascia