Grupo Hospitalar Conceição ancora
logo
instagram facebook twitter youtube uptodate linkedin
13.11.2024 PESQUISA

Profissionais do Hospital Cristo Redentor publicam artigo sobre queimados no Estado

O artigo tem como objetivo compreender o perfil epidemiológico, mortalidade e letalidade de pacientes hospitalizados por queimaduras provenientes de diversas fontes

Recentemente, três profissionais do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) publicaram um artigo na Revista Brasileira de Queimaduras, com o tema “Queimados no Rio Grande do Sul: análise de 10 anos (2013 a 2023)”. No artigo, a cirurgiã dentista Rejane de Lima e as fisioterapeutas Adriana Fontoura e Cristiane Giacomazzi destacam achados importantes para a área da saúde.

A pesquisa revela que a incidência de queimaduras está fortemente ligada às características regionais, ambientais e ocupacionais. Traumas associados à queimadura não só resultam em altos custos para o sistema de saúde, devido à necessidade de hospitalização prolongada e reabilitação, mas, também, causam considerável sofrimento aos indivíduos afetados. De 2018 a 2022, os custos médios de internação hospitalar na região sul atingiram R$ 2.739,77. Este dado, entre outros, sugere urgência no desenvolvimento de políticas preventivas e diretivas de atendimento à vítima de queimadura.

A pesquisa sugere a implementação de programas de prevenção direcionados aos grupos mais vulneráveis, além de educação e treinamento dos profissionais responsáveis pela assistência. O registro de dados foi destacado, visando garantir a precisão e integridade das informações que embasam políticas e intervenções futuras.

Ainda que a análise da superfície corporal queimada não tenha sido possível devido às limitações de sistema, segundo Cristiane Giacomazzi estudos anteriores indicam que mais de 58% dos pacientes apresentam queimaduras de segundo e terceiro grau. As autoras salientam a importância de incluir novas tecnologias no tratamento de queimados, tais como a laserterapia, que já foi inserida na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Cristo Redentor.

Créditos: Marianna de Azevêdo