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29.11.2024 TREINAMENTO

Realizado simulado de atendimento de múltiplas vítimas no Hospital Cristo Redentor

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Atividade envolveu profissionais de diferentes setores do hospital.
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Simulação incluiu vítimas com ferimentos graves, como hemorragias severas e fraturas expostas, além de situações que exigiam suporte respiratório imediato.
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Estudantes também simularam ser as vítimas.
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Equipes trabalharam integradas.
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Simulado contou com a participação de alunos da UFCSPA e de escolas técnicas de Enfermagem.

O Hospital Cristo Redentor (HCR) tem por sua missão o atendimento ao paciente vítima de trauma grave. Consequentemente há uma constante atenção em ter sua equipe e estrutura preparados para eventuais atendimento de múltiplas vítimas. O HCR foi pioneiro na elaboração de um Plano de Atendimento a Múltiplas Vítimas (PAMV) em 2014 e vem, desde então, realizando simulados de atendimento no seu serviço de emergência.

Com intuito de promover maior impacto na mobilização dos profissionais quanto à atualização constante, a equipe da emergência, liderada pelas coordenações médicas e de enfermagem, organizou a Semana do Trauma HCR nesta última semana de novembro. As atividades incluíram educação continuada, com momentos de revisão sobre o tema classificação de risco START - modelo de classificação mais abreviada em situações de catástrofes - com os enfermeiros da emergência; e o Simpósio de Atendimento Inicial ao Trauma Adulto e Pediátrico, que ocorreu no dia 26, como parte da capacitação de equipe de profissionais que atuam originalmente fora do setor da emergência.

A semana foi encerrada com a realização do 4º Simulado de Atendimento de Múltiplas Vítimas HCR nesta quinta-feira, 28, e colocou em prática ações de organização previstas no PAVM HCR envolvendo mais de 200 pessoas entre alunos dos cursos de Enfermagem e de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), alunos dos cursos de Técnicos de Enfermagem da Escola GHC, SENAC, Escola Técnica Cristo Redentor, residência multiprofissional GHC, além dos profissionais do HCR. Esta atividade é fundamental para o treinamento continuado da equipe e para identificação de fragilidades nos processos que precisem de ajustes para melhor atender situações de catástrofes com múltiplos atendimentos simultâneos.

Confira a seguir o depoimento de quem participou da ação:

“A realização do simulado de atendimento a múltiplas vítimas promove integração entre alunos, residentes e profissionais, visando ampliação da qualidade assistencial e organização dos processos de trabalho frente à situação de maior número de vítimas que a capacidade instalada habitual de atendimento. O HCR tem atendimento de excelência ao trauma grave, mas o treinamento constante é de fundamental importância para garantir agilidade e segurança frente às situações inesperadas. Após cada simulado fica evidente a qualificação da sintonia entre as equipes multiprofissionais e a organização facilitada frente aos novos eventos”. Fernanda Zanoto Kraemer, gerente de Internação HCR.

“Organizar o simulado e me preparar para assumir o papel de coordenadora de Catástrofe Emergência foi muito desafiador. A execução do Plano de Atendimento é um processo muito complexo e envolve muitos setores simultâneos com situações inéditas para a maioria dos trabalhadores. Foi muito gratificante testemunhar o engajamento de todos os profissionais envolvidos no atendimento durante o simulado. Sentimos que a equipe ficou muito satisfeita em se ver como parte de um processo tão grandioso de qualificação que representa o simulado. Estamos cheios de ideias para melhorar ainda mais o atendimento e o nosso plano para atender nossos pacientes de forma qualificada e cada vez melhor”. Mariana Jost, coordenadora de Emergência e Apoio Técnico Assistencial HCR.

"O simulado com múltiplas vítimas foi um sucesso, a participação e o envolvimento de todas as áreas envolvidas direta e indiretamente nos atendimentos se fez presente, de maneira muito realística. Estamos todos de parabéns. O simulado é fundamental no intuito de treino, planejamento, aperfeiçoamento e logística dos atendimentos". Ricardo Bins, médico emergencista HCR.

"Ontem participamos de simulações realistas de atendimento a múltiplas vítimas, nas quais médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde foram distribuídos em equipes para gerenciar diferentes cenários de múltiplas vítimas. A simulação incluiu vítimas com ferimentos graves, como hemorragias severas e fraturas expostas, além de situações que exigiam suporte respiratório imediato. O principal desafio foi a necessidade de tomar decisões rápidas e precisas e mantendo a calma sob pressão. A experiência não só ampliou minha visão sobre a complexidade do atendimento em massa, mas também reforçou a importância da preparação contínua e da prática em equipe". Brenda Martins Mais, residente multiprofissional GHC curso de Enfermagem.

"O uso da simulação de múltiplas vítimas complementa o ensino e treinamento dos alunos na área da saúde, principalmente de enfermagem e medicina. A UFCSPA sempre foi parceira em todos os simulados do HCR. É uma grande satisfação criar esse ambiente seguro para vivenciarem situações práticas e próximas à realidade. Só em ver a satisfação de quem está participando, bem como todo o engajamento da LIET (Liga de Emergência e Trauma da UFCSPA) em preparar os casos, discutir com os gestores da emergência do HCR e realizarem toda a produção (maquiagem) dos manequins, é muito bom. Acredito que a simulação in situ de múltiplas vítimas realizada auxiliará em melhores desfechos para os pacientes atendidos, beneficiando a competência dos profissionais envolvidos e organizando o serviço. Agradeço o apoio e receptividade das coordenações e chefias, principalmente da enfermagem, em nos acolher nessa grande atividade". Karin Viegas, professora doutora do Departamento de Enfermagem da UFCSPA e docente do Curso de Enfermagem UFSCPA.

"O simulado de múltiplas vítimas foi uma experiência transformadora e inesquecível. Para mim, como estudante no início do Curso de Medicina, foi uma oportunidade única de mergulhar na realidade intensa e desafiadora de uma situação de emergência. Observar os profissionais em ação, com suas divisões de tarefas bem coordenadas, me permitiu compreender melhor o funcionamento do hospital como uma engrenagem integrada. Participar como “sombra” foi igualmente enriquecedor, pois pude absorver conhecimentos essenciais sobre as informações mais relevantes durante uma avaliação inicial. Essa vivência prática não só ampliou meu aprendizado técnico, mas também reforçou minha admiração pela profissão e minha vontade de fazer parte dessa realidade no futuro". Analissa Ferraz, aluna do 1º ano de Medicina UFSCPA.