No dia 4 de dezembro, foi realizado no Hospital Conceição o primeiro procedimento com caneta de monitorização, equipamento que detecta nervos. O cirurgião responsável pela Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Serviço de Otorrinolaringologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Marcelo Emir Requia Abreu, explica que, o procedimento é uma monitorização neurofisiológica intraoperatória do território do nervo facial, ou seja, do nervo que dá a mobilidade dos músculos de movimento do rosto.
Marcelo esclarece que a monitorização intraoperatória é um procedimento onde são colocados alguns eletrodos na região dos músculos faciais, então é feito o uso de uma caneta que, ao se aproximar do nervo, realiza a identificação dele, assim facilitando a preservação do mesmo, “isso diminui bastante o risco de lesão e, o interessante é que podemos utilizar essa ferramenta para outros procedimentos”, elucida o cirurgião.
O médico salienta que a possibilidade de lesar alguma ramificação deste nervo durante a cirurgia pode gerar uma sequela motora paralisando o nervo, como por exemplo, ficar com a boca torta ao sorrir, ou não conseguir franzir a testa. Para diminuir este risco, utiliza-se a caneta de monitorização. Para realizar o procedimento é necessário um cirurgião habilitado, ou um médico neurofisiologista, além de demais membros da equipe assistencial.
O cirurgião Marcelo Abreu destaca a importância de ter essa tecnologia disponível no Sistema Único de Saúde, “são poucos hospitais que dispõem desta tecnologia devido ao custo elevado do equipamento e eletrodos, necessidade de equipe treinada para usar essa monitorização, além disso, o Conceição é um dos primeiros hospitais a usar essa tecnologia para as cirurgias no SUS, para parotidectomias e para tireoidectomias”.
Para a coordenadora do Serviço de Otorrinolaringologia, Caroline Elias, a aquisição desta tecnologia no SUS garante cirurgias com mais segurança para os pacientes e a equipe. “Essa ferramenta além de assegurar melhor qualidade no atendimento, diminui a necessidade de reabilitação, aumentando a qualidade de vida dos pacientes do Sistema Único de Saúde”, destaca.
Créditos: Marianna de Azevêdo