Com o objetivo de debater os efeitos desiguais das mudanças climáticas sobre a população, ocorreu nos dias 7 e 8 de janeiro de 2025, no Auditório do Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Conferência Livre Justiça Climática. Durante o evento, foram debatidas questões relacionadas à saúde e à equidade, sempre com o propósito de incentivar a ampla participação da população na construção de propostas para o enfrentamento da emergência climática, com base nos eixos temáticos de mitigação, adaptação, transformação ecológica, governança, educação ambiental climática e justiça climática. Na abertura, a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, destacou a importância da preservação do meio ambiente e do desenvolvimento de projetos de sustentabilidade, além de dar ênfase ao debate sobre saúde ambiental.
A justiça climática vincula direitos humanos e desenvolvimento para atingir uma abordagem centrada no ser humano, protegendo os direitos das pessoas mais vulneráveis e compartilhando os fardos e benefícios das mudanças climáticas e seus impactos de forma equitativa e justa. A conferência livre foi convocada pelo Mestrado Profissional em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS do GHC, pela Convergência Socioambiental FSM, pelo Fórum de Educação Ambiental de Porto Alegre (FEAPOA), pelo Fórum de Agricultura Urbana e Periurbana de Porto Alegre (FAUPOA), pela Horta Comunitária Verde Que te Quero Bem, pela Medicina em Alerta, pelo CASCA Instituto Socioambiental e pelo Sindicato dos Bancários RS (SINDBANCÁRIOS).
A Conferência Livre contou com a presença de vários professores, pesquisadores e especialistas, entre eles, o engenheiro ambiental Maurício Andrades Paixão, do IPH/UFRGS, a urbanista e arquiteta popular Karol Rosa e a geógrafa Lucimar Siqueira, além de Dilermano Cattaneo e de gerentes e assessores do GHC. Para os participantes, debater a emergência climática que vivemos, com eventos extremos cada vez mais frequentes e intensos, como o ocorrido recentemente no Rio Grande do Sul, é de fundamental importância para o desafio da transformação ecológica. A meta é chegar a um Brasil mais resiliente e menos vulnerável às mudanças climáticas, com a redução das emissões de gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global.
As Conferências Livres são etapas preparatórias da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), cujo tema é A emergência climática e o desafio da transformação ecológica. Após 11 anos da realização da última conferência, a próxima edição representa a retomada da governança participativa e tem como objetivo geral promover diálogos sobre a emergência climática para subsidiar a implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima.