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20.01.2025 INOVAÇÃO

Fêmina realiza primeira cirurgia com técnica de Indocianina

Hospital é um dos pioneiros no SUS a utilizar o método no tratamento de câncer de endométrio para reduzir complicações e facilitar a recuperação
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Técnica facilita a detecção do linfonodo sentinela e ajuda na definição do tratamento adequado.

No dia 13 de janeiro, foi realizada a primeira cirurgia que utiliza a técnica de Indocianina no Hospital Fêmina (HF), um dos pioneiros do Sistema Único de Saúde (SUS) a utilizá-la. O método consiste em utilizar um corante fluorescente para visualizar o fluxo sanguíneo e outras estruturas em tempo real, auxiliando na identificação do primeiro linfonodo, que é para onde as células tumorais das neoplasias podem migrar, também chamado de linfonodo sentinela. O HF é uma das unidades do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), especializado no trato feminino e em gestação de alto risco.

O procedimento foi realizado pela equipe da Oncoginecologia do HF. A coordenadora de Ginecologia do hospital, Fernanda Grosbelli, conta que a cirurgia faz parte do tratamento de câncer de endométrio. A médica explica que somente grandes centros do Brasil contam com essa tecnologia no SUS. Segundo ela, a técnica permite que haja um aumento na taxa de detecção do linfonodo sentinela, permitindo, assim, a melhora no estadiamento – avaliação do grau de disseminação da doença – e, consequentemente, na definição do tratamento adequado. “Conseguimos realizar uma cirurgia menos mórbida, com menos complicações e com uma recuperação mais rápida e segura”, comemora. A médica reforça que a equipe do HF trabalha para atender os usuários do SUS da melhor maneira possível e com mais qualidade.

A coordenadora ainda ressalta a importância desta tecnologia estar disponível no SUS. “Essa técnica aumenta a taxa de detecção do linfonodo sentinela e, portanto, permite reduzir a extensão da cirurgia, além de possibilitar que seja feita por videolaparoscopia, o que reduz a chance de complicações”, salienta. Fernanda também esclarece que detecção de doenças com o linfonodo sentinela permite a inclusão de outras formas de tratamento, como a quimioterapia, por exemplo.

Créditos: Marianna de Azevêdo (texto)