O Ministério da Saúde anuncia a reabertura da emergência do Hospital Federal de Bonsucesso após cinco anos fechada. A medida faz parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro. A unidade é administrada desde outubro pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), empresa pública 100% Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente Lula e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, participam nesta quinta-feira (6) da cerimônia de entrega do novo setor para a população. A emergência referenciada, ou seja, que segue a regulação do SUS, tem equipes trabalhando 24 horas por dia. São 48 enfermeiros, 130 técnicos de enfermagem, 20 cirurgiões e cinco pediatras, por turno. “Essa é uma grande conquista para o Rio de Janeiro, com Bonsucesso, agora são três as emergências reativadas na cidade. Na última segunda-feira, os prontos-socorros dos hospitais federais do Andaraí e Cardoso Fontes foram reabertos. Esse é o nosso compromisso: entregar serviços de qualidade e ampliar atendimentos”, destaca a ministra Nísia.
A nova emergência oferece atendimento especializado de qualidade, eficiente e com maior agilidade para usuários em estado grave ou de alta complexidade. Desde outubro, o Hospital de Bonsucesso tem recebido investimentos. Neste período, foi retomada a capacidade total do hospital, com a reabertura de 218 leitos, entre cirúrgicos, clínicos, obstétricos e pediátricos, que passa a contar com 423 leitos disponíveis à população, dos quais, 373 hospitalares e 50 de emergência. Outra ação é a reativação do Centro de Diagnóstico por Imagem com a disponibilização de exames de ultrassonografia e de um novo equipamento de Raio-X de alta precisão.
Além disso, foram realizadas reformas de modernização e ampliação, contratação de cerca de 2 mil profissionais, além de um investimento de R$ 30 milhões em equipamentos clínicos modernos. Ao todo, o Ministério da Saúde vai investir R$ 263,7 milhões no Hospital Federal de Bonsucesso, sendo R$ 45,5 milhões, em 2024, e mais R$ 218,29 milhões, em 2025. Os recursos garantem avanços na gestão de melhorias da infraestrutura da unidade.
Reestruturação
Ao todo, quatro unidades federais já iniciaram o Plano de Reestruturação. Além HFB, os hospitais federais do Andaraí (HFA), Cardoso Fontes (HFCF) e dos Servidores do Estado (HFSE) começaram o processo. O HFA e o HFCF tiveram a gestão descentralizada em dezembro de 2024, em ato assinado pelo presidente Lula e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, no Palácio do Planalto, em Brasília. A meta é dobrar o número de atendimentos. O Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões à prefeitura. Além desse pagamento, está prevista a incorporação de R$ 610 milhões de teto MAC (atendimento de média e alta complexidade) para a cidade do Rio de Janeiro.
O HFSE iniciou estudos para a fusão com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Com a integração, serão 500 leitos à disposição do sistema de saúde. Além disso, haverá maior capacidade de qualificação para os profissionais com a abertura de novas vagas de residência médica. No caso da unidade da Lagoa, há uma proposta em andamento com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para integração do Instituto Fernandes Figueira (IFF) com o hospital. Já o Hospital de Ipanema está passando por ações de construção para modernização e melhorias nos próximos meses.
Servidores
A reestruturação em curso garante todos os direitos dos servidores dessas unidades hospitalares. Haverá um processo de movimentação voluntária dos profissionais, que respeitará a opção deles por outros locais de trabalho. A pasta da Saúde criou um canal de atendimento para tirar dúvidas dos servidores sobre o plano de movimentação. Os questionamentos são recebidos por e-mail e respondidos pela Coordenação de Gestão de Pessoas do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH). Ao todo, as unidades federais possuem 7 mil servidores efetivos federais e 4 mil temporários.
Créditos: Ascom Ministério da Saúde e GHC/HFB