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14.02.2025 PREVENÇÃO

GHC organiza ações de promoção da saúde dos trabalhadores

Objetivo estabelecido pela COSEAN é assegurar alimentação saudável e mais qualidade de vida para os empregados do Grupo
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Feira orgânica que ocorre no Hospital Fêmina.
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Trabalhadores do GHC visitam a Fazenda Rizoma.
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Produtos in natura são comprados para consumo de trabalhadores e usuários do SUS no GHC.

A Comissão de Segurança Alimentar e Nutricional do Grupo Hospitalar Conceição (COSEAN/GHC), composta por oito profissionais, em conjunto com a área de Saúde do Trabalhador, traçou um plano de ação que inclui mudanças no preparo das refeições servidas diariamente aos funcionários da instituição. Entre as medidas adotadas, estão o aumento da oferta de alimentos frescos, a redução de itens ultraprocessados e o desenvolvimento de atividades de educação continuada sobre hábitos saudáveis. A nutricionista Marília Unello Garcez, presidente da Comissão, explica que, em relação às diretrizes estabelecidas, desde 2024, por exemplo, a equipe está reduzindo o sal nas preparações no refeitório e, ainda no primeiro semestre deste ano, o tempero deixará de ser oferecido no buffet.

O trabalho da COSEAN/GHC foi respaldado por relatório elaborado a partir de dados anônimos extraídos dos prontuários dos trabalhadores, coletados pela Saúde do Trabalhador durante os exames periódicos anuais. Depois, as informações foram sistematizadas pela Gerência de Tecnologia da Informação e utilizadas na elaboração do relatório. Entre os indicadores de saúde no ambiente de trabalho, foram analisados o peso corporal e as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial e diabetes. No total, foram considerados os dados de 8.937 trabalhadores das unidades hospitalares do GHC, sendo 6.465 empregados do Hospital Conceição, 1.512 do Cristo Redentor e 960 do Fêmina. Desse total, 73%, são profissionais do sexo feminino e 27%, do sexo masculino.

De acordo com os dados sistematizados, 69% dos trabalhadores têm excesso de peso, 30% são considerados obesos, 32% têm hipertensão arterial e 18% desenvolveram diabetes. A médica do trabalho da Saúde do Trabalhador do GHC Mariane Pasquali destaca que as ações programadas são essenciais para a prevenção dessas doenças crônicas. Ela salienta que a promoção à saúde alimentar e nutricional no ambiente de trabalho pode trazer impactos positivos na qualidade de vida, na saúde e no bem-estar dos trabalhadores, refletindo também no desempenho e na produtividade. O planejamento das ações foi realizado de acordo com o que preconiza a Portaria 1.274/2016, do Ministério da Saúde, e o Programa de Alimentação do Trabalhador (Lei 6.321/1976).

Marília Garcez ressalta que as mudanças já estão em andamento. “Estamos realizando a revisão das fichas técnicas e receitas das preparações com objetivo de incluir opções mais saudáveis”, explica. Segundo ela, a importância deste trabalho está no investimento em ações que garantam o acesso universal a uma alimentação saudável. “Nosso objetivo é garantir saúde e qualidade de vida para usuários e trabalhadores do Sistema Único de Saúde”, finaliza. Neste ano, também estão programadas visitas dos trabalhadores aos produtores de alimentos, como forma de promover a reeducação alimentar e nutricional.

Programa de Aquisição de Alimentos
Para o GHC, a implementação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo Federal é prioridade, dentro do contexto da inclusão de produtos mais saudáveis no cardápio de pacientes e trabalhadores. Hoje, já existem 9 contratos assinados com cooperativas de agricultores familiares para fornecimento de itens in natura e mais 8 referentes a produtos industrializados. No total, a previsão de investimentos por ano é de R$ 3,5 milhões. Além disso, os hospitais Fêmina e Conceição contam com uma feira orgânica semanal, que auxilia trabalhadores no processo de busca por uma alimentação mais saudável e na compra de produtos orgânicos por um preço acessível.

Confira as principais ações previstas pela COSEAN/GHC:
۷ Diminuição gradual da oferta de alimentos ultraprocessados, como presunto, maionese e conservas, entre outros.

۷ Priorização de aquisição de produtos com alto valor nutricional, como alimentos frescos e naturais.

۷ Diminuição gradual na oferta de sal nas preparações culinárias dos refeitórios dos empregados e retirada do sal oferecido nos buffets.

۷ Priorização de frutas e preparações culinárias nas sobremesas, no lugar de sobremesas ultraprocessadas.

۷ Elaboração de cardápios que respeitem a sazonalidade das culturas alimentares.

۷ Priorização de aquisição de alimentos provenientes da agricultura e da pecuária familiar para fortalecer o desenvolvimento econômico e social das comunidades rurais.

۷ Avanço na aquisição de alimentos livres de agrotóxicos.

۷ Ampliação da oferta de cursos para os trabalhadores sobre hábitos alimentares saudáveis, segurança alimentar e nutricional e alimentação biodiversa.

۷ Diminuição de embalagens individuais, como sachês, blister e copos descartáveis nos refeitórios para contribuir com a sustentabilidade ambiental.

Créditos: Marianna de Azevêdo (texto)