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24.03.2025 ANIVERSÁRIO

Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência do GHC celebra um ano de atividade

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Além dos diretores do GHC, estiveram presentes no evento autoridades que colaboram diretamente com o enfrentamento à violência contra as mulheres em Porto Alegre.
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Diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, destacou importância de se ter políticas voltadas para as mulheres no SUS.
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Assistente social Débora Abel é a coordenadora da RE-HUMAM GHC.
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Evento trouxe dados sobre o atendimento da RE-HUMAM durante o primeiro ano de atividade.
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Público presente no evento.

Nesta segunda-feira, 24 de março, o Auditório Jahyr Boeira de Almeida foi palco da celebração do primeiro aniversário da Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência do Grupo Hospitalar Conceição (RE-HUMAM/GHC). O evento teve como objetivo destacar as ações realizadas ao longo deste primeiro ano de atuação da Rede, reforçando a importância da assistência humanizada, da integração entre os diversos serviços: saúde, assistência social, segurança, orientações jurídicas, desenvolvido pelas esferas do executivo, legislativo e judiciário em âmbito municipal, estadual e federal no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Em um período de 12 meses (março/2024 até fevereiro/2025), a Re-Humam atendeu um total de 884 usuárias, sendo 586 no Hospital Cristo Redentor (66%), seguido do Hospital Conceição com 129 casos (15%), Hospital Fêmina com 105 casos (12%), UPA Moacyr Scliar/Unidades básicas de Saúde/Hospital Criança 57 casos (6%), além de 7 funcionárias (1%). O maior índice são as violências físicas, com 654 casos (74%), seguido da violência sexual, com 174 casos (20%), além de outros tipos de violência (psicológica, patrimonial) com 56 casos (6%).

A maior parte das violências registradas nos atendimentos da Rede/GHC ocorreu em âmbito doméstico, com 467 casos (52,8%), seguido de violência urbana com 325 casos (36,76%) e outros 92 (10,41%) casos que não foram identificados o local. “Esses dados são uma ponta do iceberg, pois, muitas mulheres buscam outras redes de atendimento, ou somente a segurança pública, ou não declaram diretamente que os ferimentos são fruto de violência de gênero, ou ainda, sofrem caladas e não buscam ajuda de forma alguma”, destacou a coordenadora da RE-HUMAM, Débora Abel ao apresentar os dados. Para a coordenadora do serviço, esses números significam uma amostra de uma realidade que é muito mais ampla de violações de direitos das mulheres. “Por isso, estamos atuando no fortalecimento da nossa rede internamente, mas também precisamos desse fortalecimento com as instituições que formam a Rede externa, para termos condições de efetivamente apoiar as mulheres em situação de violência a romper esse ciclo”, reforçou.

A RE-Humam é uma rede interna ao GHC que atua nas unidades hospitalares do Grupo (Conceição, Fêmina, Criança Conceição e Cristo Redentor), na UPA Moacyr Scliar, nos 03 Centro de Atendimento Psicossocial, no Ambulatório de migração de gênero (AMIG), no consultório na rua, nas 12 Unidades Básicas de Saúde do GHC, em parceira com a Escola GHC, Comissões e Gerências. Dentre os objetivos da RE-HUMAM para o próximo período de 2025 estão: a) formação permanente dos profissionais de saúde para atuar no acolhimento humanizado às mulheres em situação de violência que buscam atendimento; b) estratificar os dados por idade, raça e deficiência em cooperação com as Comissões internas do GHC Cegênero, Ceppir e Cepam; c) ampliar a rede interna e externa de apoio às mulheres e d) instalação do Fórum Permanente de Discussão, que terá a primeira edição no dia 29 de abril.

RE-HUMAM
Inaugurada em março de 2024, a RE-HUMAM é um serviço do GHC, articulado pela rede interna da instituição, que atua no enfrentamento à violência contra as mulheres. Sua sede é na sala Elza Soares, localizada no Hospital Cristo Redentor, especializado em trauma e, por esta razão, é a principal porta de entrada ( 66%) das violências de contra mulheres atendidas no GHC.

O serviço tem como objetivo promover a proteção e a autonomia das mulheres, construindo com elas alternativas para encerramento do círculo de violência, desenvolvendo estratégias para enfrentar os desafios que surgem após a experiência, por meio de espaço seguro, escuta qualificada, atendimento humanizado, orientações e encaminhamentos aos recursos disponíveis.

Também busca fortalecer práticas humanizadas nos diversos espaços do GHC onde as mulheres são atendidas, articulando as diversas equipes internas de cuidado e atendimento às mulheres, além de promover e atuar nas ações educativas e continuadas aos funcionários e terceirizados do GHC. É ponto focal para políticas mais amplas de apoio e enfrentamento à violência contra as mulheres.

A Diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, falou em nome da diretoria parabenizou a equipe pelo trabalho que vem sendo realizado neste primeiro ano: “É muito importante que, nós mulheres, lutemos pela nossa igualdade dentro da sociedade. Dentro do SUS, ter uma política que pense na mulher é de grande relevância”, destacou. Já a coordenadora Débora Abel destacou a total autonomia para construir o trabalho interno. “Cada local tem a sua equipe de referência, mas sempre com o mesmo propósito, prestar o melhor atendimento a esta mulher que nos procura” destacou.

Estiveram presentes na cerimônia autoridades do município, estado e judiciário, assim como parlamentares, profissionais da saúde e representantes de instituições que colaboram diretamente com o enfrentamento à violência contra as mulheres em Porto Alegre, entre elas: a juíza Federal Marciane Bonzanini, Ouvidora da mulher do tribunal regional federal da 4ª região; A coordenadora do Núcleo Especial de Defesa dos Direitos das Mulher, Defensora Pública Paula Granetto; a Deputada Estadual Sofia Cavedon, Promotora adjunta da Procuradoria Especial da Mulher da AL/RS, deputado estadual Adão Pretto Filho, da Frente Parlamentar dos homens pelo Fim da violência contra a mulher; Representantes da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, Fernada Mendes Ribeiro, coordenadora dos Diretos da Mulher da Prefeitura de Porto Alegre, Carine Bernardi, diretora de política das mulheres da SJCDH do governo do Estado, e Renata Gabert de Souza, presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres.

Créditos: Lorenzo Mascia.