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11.04.2025 ABRIL AZUL

Pessoas com deficiências ocultas têm protocolo para facilitar o atendimento no GHC

Iniciativa busca assegurar o direito de prioridade para os usuários do SUS e ganha destaque no mês dedicado à conscientização sobre o Autismo
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Equipe da Ceppam.

Desde 2024, com o objetivo de estimular a inclusão, um protocolo criado em conjunto pela Gerência de Tecnologia da Informação e pela Comissão Especial de Políticas de Promoção da Acessibilidade e Mobilidade (Ceppam), busca assegurar o direito de prioridade às pessoas com deficiências consideradas ocultas ou invisíveis, como o autismo, a surdez, a depressão e o diabetes. Este protocolo foi implementado e está sendo aprimorado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moacyr Scliar e em todos os hospitais do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).

O protocolo funciona por meio de um sistema que, sem desconsiderar a escala de Manchester, insere no prontuário do usuário um símbolo de identificação que garante prioridade no atendimento em função de deficiência oculta, como, por exemplo, um quebra-cabeças para o autismo e um girassol para as demais doenças consideradas invisíveis. Com o símbolo ao lado do nome, o profissional de saúde chega até a pessoa e a conduz para a consulta. Assim, é assegurado o atendimento prioritário, sem desgastes tanto para o paciente quanto para seu acompanhante, se houver.

A presidente da Ceppam/GHC, Maria Salete Verdi da Silva, a criação do protocolo se insere no contexto de oferecer assistência integral à saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e aos trabalhadores do GHC. A iniciativa também visa a não constranger quem possui deficiência. “No caso de uma pessoa surda, por exemplo, ela estará identificada no sistema e assim a equipe está instruída a ir até ao seu encontro ao invés de chamar no microfone”, explica. Em relação aos trabalhadores com deficiências ocultas, Maria Salete comenta que um dos direitos assegurados é acessar o refeitório pela saída para não precisarem esperar na fila gerando uma situação de estresse desnecessário.

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
A gerente de Internação do Hospital Criança Conceição (HCC), Laís Garcia, saliente que, quando se trata da temática autista, essas ações são relevantes por conta dos gatilhos que podem ser desencadeados como o tempo de espera, o barulho e até mesmo a iluminação. “É necessário controlar esses fatores para não descompensar o paciente e deixá-lo numa situação de estresse antes da consulta”, esclarece.

A coordenadora dos Serviços de Saúde Mental da Gerência de Atenção Primária em Saúde do GHC (GAPS) e integrante da Ceppam, Susiane Czenvimski Ferreira, conta que, em relação aos profissionais do Grupo, existe um acompanhamento para entender limitações e potencialidades. “Como pessoas com autismo estão em um espectro, cada profissional é único e tem suas áreas de hiper-habilidade, por isso, há orientação para os gestores e adequação conforme as necessidades”, destaca.

EFEITOS BENÉFICOS
Por conta da demanda, o HCC foi o primeiro do GHC a aderir ao protocolo e, após um ano de funcionamento, já é registrada uma redução de 45,5% no tempo de espera para consultas médicas de pessoas com deficiência. Este dado também é fruto do envolvimento da equipe do hospital no projeto. Atualmente, além do protocolo, o Criança Conceição conta com um espaço também voltado a crianças no espectro autista. O local possui um painel multissensorial e luzes que podem ser ajustadas à necessidade do usuário, além de ser também um ambiente que busca reduzir estímulos sonoros e visuais, proporcionando mais conforto ao paciente e a quem o acompanha.

Créditos: Marianna de Azevêdo