No início deste mês de maio, o americano Oscar Larrainzar se tornou o primeiro humano a ser beneficiado pelo transplante de bexiga, realizado no Ronald Reagan Ucla Medical Center, em Los Angeles, Califórnia.
De acordo com o coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Conceição, Daniel Melecchi, a inovação significa previsão de melhora na qualidade de vida dos pacientes. “A bexiga é o órgão responsável por armazenar a urina. Os pacientes que precisam fazer a extirpação dela por algum motivo normalmente precisam usar uma “bolsinha” pelo resto da vida e isso impacta muito na qualidade de vida”, afirma o médico.
Além disso, Melecchi explica que a bexiga é uma cavidade virtual que aparece apenas quando há urina e, em alguns casos, ela contrai e deixa de ser funcional. Por isso, esses pacientes precisam, eventualmente, realizar a retirada do órgão ou a construção de uma bexiga a partir do intestino – técnica considerada sensível e complexa.
“Estamos ansiosos para observar a recuperação do paciente e verificar como se dará a parte funcional. Só de terem realizado a técnica e ela ser factível já é um grande avanço, mas temos que aguardar o desfecho para concluir se isso é algo reprodutível e se vai trazer benefício real”, declara Melecchi quando questionado sobre a possibilidade de duplicar a técnica no Brasil.
Créditos: Evelise Machado