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22.07.2025 HUMANIZAÇÃO

Fisioterapia obstétrica melhora experiência do trabalho de parto no Hospital Fêmina

Instituição é a única de Porto Alegre a oferecer o serviço pelo SUS
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Uma das funções da fisioterapia obstétrica é orientar sobre movimentos que diminuem a dor e facilitam o trabalho de parto.
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A informação sobre as etapas do trabalho de parto e o apoio ao longo de todo o processo diminuem a ansiedade da gestante.
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Mensagens de apoio decoram a sala de pré-parto, onde é realizado o trabalho de fisioterapia obstétrica.
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Diretora de Internação do Hospital Fêmina, Niva Martinez; fisioterapeuta Samanta Pezzi Gomes de Assis; e a médica obstetra e assistente de coordenação da Obstetrícia, Mariana Venturini.

O Hospital Fêmina conta, desde maio de 2024, com o serviço de fisioterapia obstétrica para auxiliar as gestantes em trabalho de parto. As pacientes admitidas no centro obstétrico passam por avaliação de fisioterapeuta, que orienta sobre respiração, posturas e movimentos adequados para diminuir a dor e facilitar o posicionamento do bebê, reduzindo o tempo do trabalho de parto.

“O parto é movimento, ele não acontece com o corpo parado. Quando a gestante entende a biomecânica que acontece durante o trabalho de parto, ela utiliza seu corpo se movimentando e respirando da maneira certa, e isso diminui a dor e a ansiedade, facilitando o processo de parto”, explica a fisioterapeuta obstétrica Samanta Pezzi Gomes de Assis.

As intervenções fisioterapêuticas baseadas em evidências incluem o uso de Bola Suíça, chuveiros com banho quente, orientação para massagem, posturas verticalizadas e postura ativa para reduzir a duração do trabalho de parto. O protocolo de fisioterapia diminui a necessidade de analgesia farmacológica e doses de reforço analgésico.

Além dos benefícios para a mãe, a fisioterapia obstétrica traz benefícios para o bebê, já que aumenta as chances de parto normal. “O bebê que nasce de cesariana tem mais chance de ir para uma UTI neonatal”, alerta Samanta. Ela explica que, no parto normal, ao passar pelo canal vaginal, o bebê recebe uma massagem que expulsa o líquido amniótico dos pulmões e tem contato com a flora da mãe, o que garante maior imunidade.

Conforme Samanta, o Brasil é um dos países que mais faz cesariana. “Existe um movimento para a mulher ser o centro da tomada de decisões e mudar esse cenário. As mulheres precisam ter informações baseadas em evidências científicas e um pré-natal que encoraje essa tomada de decisão”, defende. “O olhar do fisioterapeuta para a gestante soma com a equipe no sentido de contribuir para uma experiência mais positiva do trabalho de parto, demonstrando, baseado na biomecânica, os movimentos que mais favorecem a tolerância à sua progressão”, acrescenta.

A equipe do centro obstétrico conta com médicas, residentes da gineco-obstetrícia, enfermeiras obstetras e técnicas de enfermagem. Mariana Venturini, médica obstetra e assistente de coordenação da Obstetrícia do Hospital Fêmina, destaca que o serviço de fisioterapia teve grande impacto na experiência das parturientes. “Antigamente, as pacientes se desesperavam quando começavam as dores e a equipe acabava intervindo com analgesia”, relata, acrescentando que a orientação perinatal, o apoio ao longo do processo e as intervenções fisioterapêuticas garantem um trabalho de parto mais rápido e com menos dor.

Créditos: Ana Luiza Godoy (texto) e Evelise Machado (fotos)