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25.07.2025 IGUALDADE RACIAL

HFB celebra o “Julho das Pretas” com evento que exalta a força da mulher negra no SUS

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Evento foi uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho
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Roda de conversa realizada na Praça da Liberdade, espaço simbólico do hospital.
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Evento contou com a participação de funcionárias e pacientes.
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A iniciativa foi organizada pela Gerência de Participação Social e Diversidade e pela Coordenação de Atenção Comunitária e ao Voluntariado (CAC-VOL).
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A ação reafirma o papel do HFB/GHC como espaço de diálogo, inclusão e promoção dos direitos humanos.

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, o Hospital Federal de Bonsucesso HFB/GHC promoveu, nesta quinta-feira (24), o evento “Sou Preta, Sou Rainha”, reforçando o compromisso com a equidade de raça e gênero no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa foi organizada pela Gerência de Participação Social e Diversidade e pela Coordenação de Atenção Comunitária e ao Voluntariado (CAC-VOL), com o objetivo de dar visibilidade às lutas e conquistas das mulheres negras no Brasil.

O evento foi realizado na Praça da Liberdade, espaço simbólico do hospital, e reuniu trabalhadores e usuários. A abertura foi feita pela gerente de Participação Social e Diversidade do HFB/GHC, Annyeli Nascimento, que destacou a importância da data e o simbolismo de ocupar espaços públicos com afeto, escuta e resistência. “Hoje, dia 24 de julho, abrimos nossa celebração com amor, carinho e afeto, ocupando mais uma vez a Praça da Liberdade do HFB para falar sobre o que representa o dia 25 de julho para mulheres negras, latino-americanas e caribenhas”, afirmou.


Um mês de luta e reflexão

O “Julho das Pretas” é um movimento nacional criado em 2013 pelo Instituto Odara – Organização de Mulheres Negras, com o intuito de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres negras, suas pautas e protagonismos. A data de 25 de julho, estabelecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1992, homenageia a luta da mulher negra afro-latino-americana e caribenha e, no Brasil, também celebra Tereza de Benguela, líder quilombola símbolo da resistência negra e indígena.

Durante a programação, foi realizada uma roda de conversa conduzida por Tainá de Souza Oliveira, psicóloga hospitalar com mais de 10 anos de atuação no SUS. Ela abordou os desafios enfrentados pelas mulheres negras no acesso à saúde, destacando a importância da escuta qualificada e do acolhimento humanizado. “A roda de conversa é um espaço de cura e reflexão. É essencial entender os direitos da mulher negra no SUS e como garantir que eles sejam respeitados”, explicou.


Invisibilidade e resistência

Maria Fernanda, assistente social e chefe de unidade da Gerência de Participação Social e Diversidade, chamou atenção para a falta de conhecimento da população sobre o significado da data. “O 25 de julho é um marco importante, mas ainda tem muita gente que nunca ouviu falar. O mês inteiro é uma oportunidade de refletir sobre como o racismo, a desigualdade de gênero e de classe impactam a vida da mulher negra no Brasil”, destacou.

A ação reafirma o papel do HFB/GHC como espaço de diálogo, inclusão e promoção dos direitos humanos, alinhado aos princípios do SUS, que reconhece a Saúde como um direito de todos. Ao promover o “Julho das Pretas”, o hospital reforça o compromisso com a equidade racial e o respeito à diversidade em todos os níveis de atenção à saúde.

Em Porto Alegre, o Grupo Hospitalar Conceição realizou outros dois eventos alusivos à data, um no Centro Administrativo do GHC e outro no Hospital Fêmina.

Créditos: Texto: Priscila Cabral / Fotos: Assessoria de Comunicação Social/HFB