Nesta sexta-feira, 25 de julho, ocorram duas atividades relativas ao Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha nas unidades do GHC em Porto Alegre – no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, pela manhã, e no Auditório do Hospital Fêmina, pela tarde. Organizado pela Gerência de Participação Social e Diversidade do Grupo Hospitalar Conceição por meio da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CEPPIR), os eventos visam contribuir para o debate da situação de mulheres negras em diferentes espaços e contextos sociais, colaborando para políticas afirmativas e antirracistas. No Rio de Janeiro, o Hospital Federal de Bonsucesso já havia realizado atividade alusiva à data na quinta-feira (24).
No evento da manhã, a presidente da Ceppir/GHC em Porto Alegre, Fernanda Vargas, salientou que o dia de hoje é de extrema importância para fortalecer e solidificar a luta da mulher negra. Conforme a presidente da Ceppir/GHC do Hospital Federal de Bonsucesso, Renata Lopes, esse trabalho das comissões é de extrema relevância para marcar o protagonismo de mulheres negras na história, “não apenas celebração, mas desta maneira relembramos aquelas que vieram antes de nós para que possamos ocupar cargos de poder”.
A gerente da Atenção Primária à Saúde do GHC, Gerusa Bittencourt, afirmou que “como profissional de saúde, para mim é muito importante participar da construção dessas políticas que contribuem para a construção de um Sistema Único de Saúde que combate desigualdades”. Gerusa, que é enfermeira do GHC, destacou a grande presença das mulheres negras na área da Saúde, especialmente na Enfermagem.
Para a poeta e musicista Lilian Rocha, que é conselheira da Associação Negra de Cultura e integrante da Sociedade Partenon Literário e da International Writers and Artist Association (IWA), o 25 de julho é uma data importante de luta e resistência, mas também para reivindicar os espaços das mulheres negras após muito tempo de invisibilidade. Já a psicóloga do GHC Silvia Regina Ramão, que é militante no Movimento de Mulheres Negras, abordou as diferentes formas de violência e discriminação que acometem as mulheres negras.
Prestigiaram o evento o diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello, o diretor administrativo e Financeiro do GHC, João Motta, o gerente de Participação Social e Diversidade do GHC, Eduardo Russomanno Freire, além de trabalhadores, estagiários e residentes da instituição.
Pela tarde, na abertura do debate no Hospital Fêmina, Fernanda Vargas reforçou a relevância do debate. “Todos sabem a força e a potência da mulher negra na sociedade. Esse espaço é de extrema importância para reafirmarmos nossa existência e exigir politicas públicas voltadas a nós”, afirmou.
Vivian Vaz, que é cabeleireira, cantora, estudante de Jornalismo e influenciadora digital, foi painelista no evento do Fêmina. Assim como faz em suas redes sociais, ela compartilhou histórias e abordou a autoestima da mulher negra, visando ao empoderamento.
CONTEXTO HISTÓRICO
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é marcado no dia 25 de julho, em alusão ao 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, na República Dominicana. O encontro contou com a representação de mulheres oriundas de 70 países, que se reuniram para enfatizar a importância do reconhecimento de suas causas e lutas, tendo em vista que os movimentos feministas da Europa não incluíam as demandas das mulheres negras em seus debates.
Há um ano, foi lançada a política de equidade racial do GHC, medida que reafirma o compromisso da instituição com a promoção da igualdade racial, medida que contempla trabalhadores e usuários do SUS.
Créditos: Texto: Evelise Machado / Fotos: Lorenzo Mascia e Evelise Machado