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18.08.2025 FERTILIDADE

Projeto piloto do Hospital Fêmina congela óvulos de pacientes com câncer de mama

Este é o primeiro projeto de oncofertilidade oferecido pelo SUS no Rio Grande do Sul
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A médica Andrea Nácul é a coordenadora da Unidade de Reprodução Humana do Hospital Fêmina.
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Óvulos são mantidos congelados a -196º em botijões com nitrogênio líquido.
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Brenda participa do projeto e congelou óvulos antes de iniciar o tratamento quimioterápico.
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Além do projeto piloto de oncofertilidade, a Unidade de Reprodução Humana oferece, pelo SUS, o tratamento de reprodução assistida – inseminação intra-uterina e fertilização in vitro – para casais com infertilidade conjugal de todo o RS.

A Unidade de Reprodução Humana do Hospital Fêmina iniciou um projeto piloto para a preservação da fertilidade de pacientes em tratamento do câncer. A Oncofertilidade, como é chamada esta nova área da reprodução humana, oferece tratamentos como o congelamento de óvulos, embriões, espermatozoides ou mesmo tecido ovariano e testicular de pessoas jovens que irão enfrentar o tratamento do câncer, que, muitas vezes, pode levar a um quadro de esterilidade.

“Oferecer essa possibilidade aumenta a qualidade de vida dos pacientes e humaniza todo o processo oncológico. Saber que, além da vida após o câncer, há também a maternidade ou a paternidade como uma possibilidade real é muito significativo”, destaca a médica Andrea Nácul, responsável técnica pela Unidade de Reprodução Humana.

O projeto piloto para essa preservação de gametas foi aprovado recentemente pela Comissão de Ética do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), e o Fêmina está incluindo nesta pesquisa mulheres com câncer de mama em idade reprodutiva que desejam fazer o congelamento de óvulos antes de serem submetidas ao tratamento de quimioterapia, o que pode levar a um quadro de menopausa e infertilidade. Depois de curadas do câncer, as pacientes podem retornar ao serviço e, se estiverem com um quadro de menopausa, usar os óvulos congelados para a fertilização in vitro com o sêmen do parceiro.

Até o momento, seis pacientes já fizeram o congelamento de óvulos. O projeto tem capacidade para atender até 25 mulheres. Para participar, as pacientes precisam estar em tratamento no próprio Fêmina ou no Hospital Nossa Senhora da Conceição. Uma das pacientes beneficiadas com o projeto é Brenda Soares Machado, de 31 anos. Ela fez o congelamento de óvulos após 15 dias de tratamento para estimular a produção ovariana e já iniciou a quimioterapia. Após a cura, terá a possibilidade de dar um irmão para a filha única. “Desde os dois anos, ela pede um irmãozinho. Agora eu não posso engravidar, mas com o congelamento mantenho viva a esperança de ser mãe de novo”, afirma.
O Fêmina é o terceiro hospital do Brasil a oferecer esse serviço pelo SUS. Conforme a equipe médica da instituição, apenas o Hospital da Mulher, em São Paulo, e o Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto fazem o procedimento gratuitamente.


Tratamento de reprodução assistida via SUS

O Hospital Fêmina oferece gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento de reprodução assistida – inseminação intra-uterina e fertilização in vitro – para casais com infertilidade conjugal de todo o Rio Grande do Sul. O Ambulatório de Infertilidade foi inaugurado em 2006 e, desde lá, já atendeu mais de 5 mil casais com infertilidade. Em 2012, foi inaugurado o Laboratório de Fertilização In Vitro, que comemora o nascimento de mais de 500 bebês concebidos por técnicas de reprodução assistida.

O encaminhamento para o serviço é feito exclusivamente por meio da Unidade Básica de Saúde. A mulher é que deve consultar com o ginecologista do posto para avaliação e encaminhamento, mesmo que a causa da infertilidade seja masculina.

Créditos: Ana Luiza Godoy (texto e fotos)