Grupo Hospitalar Conceição ancora
logo
instagram facebook twitter youtube uptodate linkedin
11.09.2025 ADMINISTRAÇÃO

GHC celebra os 60 anos da profissão de Administrador com debate sobre inovação, gestão pública e inteligência artificial

files/img.ptg.2.1.01.36928.jpg
O encontro foi organizado pelas administradoras Alexandra Kruel, Marcia Wodarski, Thais Guimarães e Tissiana Alves e pelo estagiário em Gestão Hospitalar Kleberson de Paula.
files/img.ptg.2.1.02.36928.jpg
O diretor João Motta destacou a relação da diretoria com os administradores.
files/img.ptg.2.1.03.36928.jpg
Rodrigo Martiniak abordou o desafio de adotar novas tecnologias de forma ética e estratégica.
files/img.ptg.2.1.04.36928.jpg
A diretora administrativa do HCPA, Ana Paula Coutinho, trouxe a experiência da instituição.
files/img.ptg.2.1.05.36928.jpg
O gerente da Gerência de Processos do GHC ressaltou que a IA representa um apoio técnico, mas que não substitui a avaliação humana dos processos.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) promoveu, nessa terça-feira, 9 de setembro, o evento de comemoração do Jubileu de Diamante, 60 anos, da Regulamentação da profissão de Administrador no Brasil. O encontro reuniu gestores e administradores para refletir sobre os caminhos da gestão pública em saúde e o papel da inovação – especialmente a inteligência artificial (IA) – na melhoria dos serviços prestados à população.

A abertura contou com a presença do diretor Administrativo e Financeiro do GHC, João Motta, que destacou a relação da diretoria com os administradores. “Os despachos, os apontamentos e as contribuições que as gerências de vocês trocam conosco da diretoria, de forma bastante permanente, são essenciais e estratégicos dentro da organização”, expôs.

Na sequência, Rodrigo Martiniak, dirigente de uma startup de inteligência artificial, abordou o impacto da IA na tomada de decisão dentro das organizações públicas. Ele destacou o desafio de adotar novas tecnologias de forma ética e estratégica: “A inteligência artificial é uma ferramenta que pode apoiar o trabalho técnico e humano, mas nunca substituir o gestor público. Precisamos de responsabilidade e critério para usar esses recursos com sabedoria”.

Na sequência a diretora administrativa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Ana Paula Coutinho, trouxe a experiência da instituição como hospital universitário e espaço de experimentação de soluções inovadoras. Para ela, inovação em saúde não se restringe à tecnologia e, muitas vezes, está em olhar de forma diferente para os processos e buscar soluções que simplifiquem e qualifiquem o cuidado. Nesse sentido, ela destaca a atuação da administração nesse processo: “Os administradores têm um papel fundamental para que o mapa estratégico saia da agenda da diretoria e chegue também sendo uma agenda setorial”.

Fechando o ciclo de apresentações, o gerente da Gerência de Processos do GHC, Cristiano Schuch, apresentou os primeiros resultados da integração de inteligência artificial nos processos administrativos da instituição, especialmente nas áreas de compras e contratações. Ele reitera que a IA representa um apoio técnico, mas que não substitui a avaliação humana dos processos. “Com a IA conseguimos agilizar tarefas, reduzir erros e qualificar entregas, mas o protagonismo continua sendo do gestor”, lembra.

O evento ainda contou com sorteio de brindes – doados pela Aserghc e pelo Sindaergs -, e reforçou o compromisso da instituição com uma gestão pública moderna, eficiente e alinhada às necessidades da população.

REGULAMENTAÇÃO

A Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965 reconheceu oficialmente a profissão de Administrador e estabeleceu as diretrizes para a atuação desse profissional. Antes dessa data, a atuação na área não possuía uma regulamentação específica, o que gerava uma série de desafios relacionados à formação e à ética profissional. Com a criação da lei, foram definidos critérios para a formação acadêmica e a necessidade de registro nos Conselhos Regionais de Administração (CRA) – responsáveis por registrar os bacharéis em Administração, assegurando que apenas profissionais qualificados possam exercer a profissão.

Créditos: Evelise Machado.