Símbolo de enfrentamento à violência contra as mulheres, foi inaugurado na tarde desta sexta-feira, 12 de setembro, em frente ao Hospital Conceição, o Projeto Banco Vermelho, com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Trata-se de uma intervenção artística urbana, onde um banco gigante semelhante aos de praça, na cor vermelha, simboliza o sangue das vidas perdidas pelo feminicídio, mas também o sinal de “PARE”. A iniciativa reforça o compromisso do GHC com o feminicídio zero, com a promoção dos direitos da mulher e a construção de uma sociedade mais justa e segura.
Na ocasião, a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, e a diretora executiva do Instituto Banco Vermelho, Paula Sampaio Regis de Carvalho, assinaram o termo de parceria institucional. Com isso, o GHC é a primeira instituição do Estado a ter o Banco Vermelho gigante e o primeiro hospital do Brasil a receber o projeto.
A diretora Quelen disse ser uma necessidade diária discutir a violência contra a mulher. “Devemos fortalecer as condições de cidadania das mulheres e o debate de enfrentamento à violência”, afirmou.
Já Paula Carvalho contou a história do projeto, como surgiu a iniciativa do banco vermelho, que foi inspirado em um modelo europeu. Ela revelou que o banco está presente hoje em metade dos Estados brasileiros. “Que o GHC sirva de exemplo, com esse símbolo de esperança e prevenção”.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, por sua vez, destacou a importância do projeto para chamar atenção das pessoas para o grave problema da violência contra as mulheres. “É inaceitável a violência contra as mulheres, devemos ampliar o acesso delas a seus direitos fundamentais, e jamais serem mortas por serem mulheres”, disse. Ela lembrou que o Rio Grande do Sul é o sexto Estado do país com maior número de casos de violência contra a mulher. A ministra ainda parabenizou o GHC e o Instituto Banco Vermelho pela ação.
Presente também na cerimônia, a deputada federal Maria do Rosário ressaltou ser importante que se chegue antes da violência e do feminicídio acontecerem. “A mulher deve se sentir segura em denunciar”, falou. Rosário se referiu ao banco vermelho como um gesto de empoderamento para romper o ciclo de violência.
Também participaram o diretor Administrativo e Financeiro do GHC, João Motta, a coordenadora da Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam) do GHC, Débora Abel, a promotora de Justiça no Ministério Público do Estado do RS, Ivana Battaglin, a juíza federal Marciane Bolzanini, a dirigente do Núcleo da Defesa da Mulher da Defensoria Pública do Estado do RS, Paula Britto Granetto, a delegada da Divisão de Proteção e Atendimento da Mulher, Waleska Alvarenga Dipam, a representante do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres Renata Gabert de Souza, a representante do diretor-presidente do Trensurb Márcia Zorn, além de representantes da Patrulha Maria da Penha, deputados, vereadores, gerentes e trabalhadores do GHC.
O banco é uma ação do Instituto Banco Vermelho, organização sem fins lucrativos e suprapartidária fundada em novembro de 2023. Foi criada pela determinação de duas mulheres de Recife, Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que perderam amigas para o feminicídio. Tornou-se uma Lei Federal, que integra o banco vermelho à política pública do Brasil. Idealizada pelo IBV, a lei 14.942/24 foi protocolada pela deputada Maria Arraes, e sancionada pelo presidente Lula em 31 de julho de 2024.
Com a criação da Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam) e agora a instalação do Banco Vermelho, o Grupo Hospitalar Conceição assume mais uma vez seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e a não tolerância com as violências baseadas em gênero. Durante o ano, cada unidade do GHC terá um banco vermelho, para que cada local de atendimento à população tenha esse símbolo de resistência à violência.
Créditos: Andréa Araujo (Texto). Ana Luiza Godoy e Ricardo Bolesta (Fotos).