Nessa segunda-feira, 22 de setembro, ocorreu, no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, o seminário “Saúde mental em foco: fortalecendo a rede de apoio às populações invisibilizadas”. O objetivo foi discutir a importância da saúde mental e fortalecer a rede de apoio às populações invisibilizadas, criando um ambiente de reflexão, diálogo e troca de experiências, além de explorar como trabalhar para promover a saúde mental e o bem-estar dessas comunidades, que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar o cuidado necessário.
Na mesa de abertura, estiveram presentes o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, a diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, o diretor de Atenção à Saúde, Luís Antônio Benvegnú, a gerente de Atenção Primária à Saúde (GAPS), Gerusa Bittencourt, a coordenadora de Saúde Mental da GAPS, Susiane Ferreira, a assistente de coordenação do CAPS Infantojuvenil, Vanessa Machado da Costa, a assistente de coordenação do CAPS II Bem Viver, Lidiele Berriel de Medeiros, a assistente de coordenação do CAPS AD III Passo a Passo, Letícia Abruzzi, e a coordenadora de Saúde Mental (DAPS) da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Marta Xavier Fadrique. O Grupo Tocante realizou uma apresentação musical para animar o público presente.
Na parte da tarde, houve uma discussão sobre os desafios específicos enfrentados por mulheres em posições de gestão e sobre a importância da saúde mental no ambiente de trabalho. Também foi abordada a “Produção do Sofrimento no Capitalismo Brasileiro”, tema relevante que explora como o sistema capitalista pode gerar sofrimento e desigualdade na sociedade brasileira.
Confira o que foi falado:
“Este tema é muito atual. Quero parabenizar a todos e que seja um encontro para refletirmos sobre o nosso lidar com saúde e lidar com essa temática.” Gilberto Barichello
“A Saúde Mental é algo na vida da gente que não é muito visibilizado, pois temos dificuldade de lidar com essa doença, já que ela não tem algo aparente. Por isso, devemos aprender a ter essa vigilância, que é para a saúde.” Quelen Tanize Alves da Silva
“Que bom que estamos aqui reunidos e discutindo isso e ver ou ouvir que temos um grande consenso de que isso não se faz sozinho. A saúde mental é algo coletivo.” Luís Benvegnú
“É importante ressaltar que a saúde mental é uma construção coletiva, ou seja, as políticas públicas têm um impacto. Quando a gente para e realiza uma reflexão, é o primeiro indício que a gente quer melhorar e ver o que está fazendo. Que nós possamos atingir nossos objetivos na medida em que nos propusemos a conversar sobre as nossas questões.” Gerusa Bittencourt
“A saúde mental se faz o ano inteiro. Então, o mês da conscientização é fundamental para destacarmos a interconexão entre os determinantes sociais da saúde e a prevenção ao suicídio.” Susiane Ferreira
“Nós, do CAPS iJ, atendemos um fator de risco muito importante, que são as questões das sanções mentais. Por isso, é muito importante nós estarmos aqui podendo falar sobre esse tema.” Vanessa Machado da Costa
“A gente sabe que o cuidado não se faz de forma isolada ou com um tipo de serviço. Nós precisamos pensar a saúde mental em temas coletivos, como raça, gênero e classe, e saber que elas precisam estar interseccionalizadas na nossa perspectiva de cuidado.” Lidiele Berriel de Medeiros
“Nós trouxemos uma colcha de retalhos, construída entre usuários e trabalhadores, para mostrar que, assim como a colcha, o trabalho na Saúde Mental é um trabalho personalizado, minucioso e que leva tempo. Ele tem que ser inclusivo, diverso, plural e coletivo.” Leticia Abruzzi
“É muito interessante poder ver a estrutura e a organização do seminário hoje, falando de temas tão atuais em saúde mental e que saem um pouco do método que a gente costuma escutar no Setembro Amarelo.” Marta Xavier Fadrique
Créditos: Lorenzo Mascia