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15.10.2025 1 ano de transformação

Hospital Federal de Bonsucesso consolida nova fase sob gestão do GHC

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A emergência foi reaberta após cinco anos e já soma mais de 24 mil atendimentos em apenas oito meses de funcionamento.
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O período foi marcado pela abertura de concurso público, que permitirá fortalecer o quadro permanente e valorizar os profissionais do hospital.
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Com a reabertura de 218 leitos, o hospital ampliou sua capacidade de 194 para 423, incluindo as áreas cirúrgicas, clínicas, obstétricas e pediátricas.
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Para a superintendente do HFB, Elaine Lopez, o primeiro ano foi um marco de transformação.
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Usuários do Hospital Federal de Bonsucesso relatam avanços positivos no cuidado com o paciente e fortalecimento do SUS.

Em um ano, o Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), no Rio de Janeiro, passou por uma profunda reestruturação. Os avanços no atendimento ao usuário, na modernização da estrutura e na valorização dos trabalhadores evidenciam um novo olhar sobre a gestão pública e a construção de uma saúde mais eficiente, transparente, humanizada e 100% SUS.

Desde outubro de 2024, serviços foram retomados e ampliados, com R$ 30 milhões já investidos na aquisição de equipamentos clínicos assistenciais e mais R$ 20 milhões previstos até o fim de 2025. O foco é potencializar o HFB e torná-lo referência nacional em Saúde Pública, reconhecido pela excelência no cuidado, na formação, na pesquisa e na inovação.

Na área de Infraestrutura, o hospital reabriu a Emergência, que estava fechada há cinco anos. Em apenas oito meses de funcionamento, foram 24.614 atendimentos realizados. A taxa de ocupação, que em agosto de 2024 era de 52,9%, atingiu 94% em outubro desse ano. No mesmo período, o número de internações também cresceu: de 836 para 1.324. E nas cirurgias gerais, mais avanço: de 559 para 824.

Além disso, o HFB ampliou significativamente sua capacidade de atendimento a partir da entrada do Grupo Hospitalar Conceição. Ao reabrir 218 leitos da unidade, o hospital pulou de 194 leitos para 423. São 373 leitos hospitalares e 50 de emergência. Esses leitos abrangem as áreas cirúrgica, clínica, obstétrica e pediátrica, reforçando o compromisso da instituição com o cuidado integral.

O hospital também inaugurou um Centro de Imagem e iniciou reformas estruturais em diversos setores, modernizando o atendimento e o ambiente de trabalho.

Gestão de Pessoas e Humanização

Na gestão de pessoas, o período foi marcado pela abertura de concurso público, homologado em outubro, que permitirá fortalecer o quadro permanente e valorizar os profissionais do hospital.

Outro destaque foi a ampliação das ações de humanização e comunicação, com a retomada das comissões de Gênero, Acessibilidade e Igualdade Racial e o incentivo às campanhas, como a de doação de sangue, que alcançou recorde de 500 doações em um único mês, marca que não era atingida desde a pandemia da Covid-19.

Outra inovação foi a implementação do Sistema Sentinela HFB, um canal direto com pacientes voltado para o aprimoramento da segurança assistencial e a prevenção de incidentes. O Sentinela identifica situações que ocorreram ou podem ocorrer com o usuário, promove correções e monitora os resultados, garantindo um ambiente mais seguro e acolhedor.

Para evitar internações prolongadas e assegurar a continuidade do tratamento em casa, foi criado o Escritório de Gestão de Admissão e Altas (EGAA), que atua em conjunto com as equipes assistenciais e a rede de atenção primária. O foco é promover altas hospitalares seguras, humanizadas e adequadas ao perfil de cada paciente, especialmente idosos.

Ações sustentáveis e Inovação

A Feira Agroecológica, realizada no pátio do HFB, tem se destacado como um espaço de convivência, solidariedade e integração entre trabalhadores, usuários e a comunidade. Além de oferecer alimentos saudáveis, a feira apoia a economia local, valoriza o pequeno agricultor e fortalece o senso de pertencimento dentro do hospital.

No campo da inovação, o HFB implantou em maio de 2025 a plataforma UpToDate, ferramenta digital de consulta clínica reconhecida internacionalmente. Desenvolvido por mais de 7.400 especialistas e constantemente atualizado, o sistema oferece conteúdo baseado em evidências sobre diagnóstico, tratamento e diretrizes clínicas, fortalecendo a qualificação da assistência.

Com investimentos em tecnologia de alta precisão, o HFB também retomou cirurgias em crianças com cardiopatia congênita, que estavam suspensas há dois anos por falta de próteses. A iniciativa foi possível graças à aquisição dos insumos de alto custo pelo GHC. O procedimento, minimamente invasivo, promove melhor pós-operatório, oferece menos risco e alta precoce, proporcionando recuperação mais rápida ao paciente. Dessa forma, o hospital reafirma sua posição como referência nacional em cardiologia pediátrica e seu compromisso com a humanização.

Reconhecimento Institucional e Futuro

A conquista mais recente foi a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a legitimidade do processo de descentralização do Hospital Federal de Bonsucesso para o GHC. A decisão reafirma a legalidade e a transparência do modelo de gestão adotado pelo Ministério da Saúde, dentro do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro.

Com todos os desafios enfrentados, a superintendente do Hospital Federal de Bonsucesso, Elaine Lopez, avalia o primeiro ano como um marco de transformação. “Comemoramos este primeiro ano, mas entendemos que temos um caminho pela frente. Estamos em um processo de transição, com números expressivos e ações afirmativas que apontam para um modelo de gestão humanizada e participativa, o que nos enche de orgulho e mostra que estamos no caminho certo”, avaliou.

Nesse um ano, o Hospital Federal de Bonsucesso passou por mudanças estruturais e culturais significativas, fortaleceu seu vínculo com o SUS e a sua vocação em cuidar. E o reconhecimento disso já se reflete na opinião de usuários, como o senhor Valteir, de 68 anos: “sou muito bem tratado aqui. Faço tratamento com fonoaudiólogo, participo do coral e tenho muitos amigos. Isso faz toda a diferença”, contou o aposentado.

A Ana Lúcia, de 31 anos, passou por uma cirurgia cardíaca recentemente. Ela destaca o acolhimento durante a sua internação no HFB: “O tratamento aqui é exemplar. Ficamos longe de casa, da família, enfim, do mundo lá fora… e eles chegam aqui trazendo alegria. Existem pessoas que trabalham por dinheiro e outras por amor”.

Trabalhadores do Hospital Federal de Bonsucesso, como o assistente social Leandro Rocha da Silva, já enxergam um futuro de mais avanços e conquistas: "O hospital me deu a possibilidade de pensar. Hoje, eu posso construir porque ele (HFB) ampliou o meu horizonte".
Que venha, então, o próximo ano! Este é apenas o começo de um novo ciclo.

Créditos: Assessoria de Imprensa HFB