Ocorre nesta sexta-feira, 7 de novembro, no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, localizado no Centro Administrativo do Grupo Hospitalar Conceição, um evento de apresentação da Proposta de Qualificação do Modelo de Gestão e Atenção em Maternidades Estratégicas da Rede Alyne. Com início às 9h, a cerimônia contará com a presença de representantes do Ministério da Saúde e das secretarias estadual e municipal de saúde, além de funcionários de diversos setores do GHC.
A Rede Alyne é uma iniciativa do Ministério da Saúde, regulamentada em setembro de 2024, que reestrutura a antiga Rede Cegonha. O objetivo do projeto é reduzir a mortalidade materna em 25% no país com a criação de estratégias de cuidado integral nas maternidades do país. O nome da ação homenageia Alyne da Silva Pimentel Teixeira, mãe que faleceu em 2002 após uma série de intercorrências no acompanhamento de sua gravidez.
Referência em cuidado
O GHC faz parte dessa rede de atenção especializada em maternidade e se tornou referência na área nos últimos anos. Nas dependências obstetrícias da instituição, são aplicadas estratégias específicas para a promoção de acolhimento e saúde das mães e dos bebês. São 21 leitos para gestantes de alto risco, 41 de alojamento conjunto, 20 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional, 30 leitos de UTI Neonatal tipo II e 10 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru.
Este último representa um diferencial crucial do GHC para consumar o cuidado de recém-nascidos (RNs) pré-termo ou de baixo peso. O método canguru, aplicado em todas as unidades do Grupo, se caracteriza por uma série de ações específicas, incluindo o contato pele a pele da mãe e do bebê logo após o nascimento, que promove o desenvolvimento do bem-estar da família e do recém-nascido. A disponibilização de espaços específicos para esse tipo de abordagem reafirma a preocupação do GHC, por meio da Linha de Cuidado Mãe-Bebê (LCMB), em promover uma rede de assistência integral e humanizada na maternidade.
Além disso, o incentivo à realização do parto vaginal e do aleitamento materno precoce e a implantação de boas práticas no cuidado do parto e nascimento estão entre as outras estratégias desenvolvidas pelo Grupo para garantir esse cuidado. Nos centros obstétricos do GHC, as mulheres têm o direito de escolher seu acompanhante e têm acesso a tecnologias obstetrícias não invasivas e posições verticalizadas para o parto. Somado a isso, o GHC não realiza de forma rotineira práticas intervencionistas como enema, amniotomia e episiotomia com as mães.
A implantação de processos de cuidados inovadores também está entre os diferenciais da LCMB da instituição. A assistência ao parto normal por enfermeiras obstetras no modelo colaborativo, inserção do DIU pós-placentário e indução do trabalho de parto são alguns dos métodos desenvolvidos. Por fim, a existência de uma rede especializada de formação continuada de práticas em enfermagem obstétrica fez com que o GHC tenha se tornado um modelo a ser seguido no Estado neste tema.
Créditos: Texto: Elisa Heinski Fotos: divulgação