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11.11.2025 MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Dororidade em foco: Vilma Piedade emociona e inspira no Novembro Negro do HFB

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Vilma Piedade ministrou a palestra Dororidade, racismo, opressão e privilégios.
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Evento contou ainda com a performance musical dos irmãos Kauã e Gabriel Moura.

Em meio a um cenário movido pela reflexão e representatividade, o Hospital Federal de Bonsucesso, por meio da Gerência de Participação Social e Diversidade, realizou nesta terça-feira, 11 de novembro, a palestra “Dororidade, racismo, opressão e privilégios”, ministrada pela renomada professora, escritora e pesquisadora Vilma Piedade. O encontro integrou a programação do Novembro Negro e reuniu profissionais e convidados em uma manhã marcada por aprendizado e troca.

Autora do conceito e do livro Dororidade, Vilma Piedade formulou um marco teórico que ressignifica a experiência compartilhada entre mulheres negras, transformando-a em uma base para a solidariedade e a ação política coletiva. Formada em Letras e pós-graduada em Ciência da Literatura pela UFRJ, ela é uma das vozes mais reconhecidas do feminismo antirracista no Brasil, com atuação em espaços nacionais e internacionais.

“Foi uma aula que tivemos aqui. Mulheres como Vilma Piedade abriram caminho para nós”, destacou a gerente da Participação Social e Diversidade, Annyeli Nascimento, ao agradecer a presença da convidada. “Para nós é uma grande alegria tê-la aqui. Ela é referência como mulher negra e intelectual”, completou.

Com uma fala potente e sensível, Vilma conduziu uma apresentação dinâmica, intercalando reflexões com vídeos de músicas apresentadas por personalidades, como Elza Soares e Emicida, além de um episódio com a saudosa jornalista Glória Maria, que foi vítima de racismo durante uma reportagem. A escritora também compartilhou experiências pessoais e exemplos de racismo estrutural presentes na sociedade, abordando formas de desconstruí-lo por meio da cultura, da educação e da linguagem.

“Agradeço por vocês manterem aceso esse trabalho antirracista. Entre nossa militância, também é preciso empretecer o feminismo e ampliar essa discussão”, afirmou Vilma, que, ao final, autografou exemplares de seu livro Dororidade, publicado pela Editora Nós.
A ocasião contou ainda com a performance musical dos irmãos Moura, Kauã, de 19 anos, e Gabriel, de 17, jovens talentos do trap-funk e moradores de Barros Filho, na Zona Norte do Rio. Os meninos deram um show à parte ao apresentarem uma de suas composições autorais que falam sobre consciência negra, ancestralidade e representatividade. No próximo dia 20 de novembro - Dia da Consciência Negra -, os artistas vão lançar o álbum Raízes Brasileiras em todas as plataformas digitais. O EP terá quatro faixas inspiradas na realidade das favelas e na valorização do povo negro. Para conhecer mais sobre os irmãos, acesse @osirmaosmoura021.

“Nosso povo já foi muito esculachado no passado, e é por causa da luta dos nossos ancestrais que estamos aqui hoje, levando nossa música e nossa voz”, declarou Kauã, sob aplausos do público.

O evento reafirmou o compromisso do Hospital Federal de Bonsucesso com o combate ao racismo e com a valorização da cultura negra, promovendo espaços de escuta, aprendizado e fortalecimento coletivo.

Créditos: Mariléa Lopes / Fotos: Assessoria de Comunicação/HFB.