Nesta terça-feira, 2 de dezembro, foi realizada durante a tarde, no Auditório do Centro de Oncologia e Hematologia do GHC, a terceira edição do Fórum Permanente do GHC de Discussão e Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. O evento contou com a apresentação do documentário "O Silêncio dos Homens", seguido de um debate a respeito da responsabilidade masculina na prevenção da violência. Destacando comportamentos que são impostos aos homens desde a infância para “provarem que são homens” e que alimentam a violência de gênero. O encontro faz parte da programação do GHC em promoção dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
De acordo com a coordenadora da rede Re-Human, Débora Abel, é necessário que o debate se estenda para os homens também, já que a problemática atinge a todos como sociedade. “Quando falamos em violência contra a mulher, sempre pensamos em segurança pública e na própria mulher. Mas precisamos falar com os homens também, porque eles fazem parte desse processo”, destacou.
No ato de abertura, esteve presente o diretor administrativo e financeiro do GHC, João Motta, que destacou a importância de conscientizar e criar espaços para refletir sobre o tema e sobre nossa própria conduta como cidadãos. “Portanto, quanto mais consciência tivermos sobre isso e repetirmos essa realidade, no sentido de dizer que essa sociedade não nos serve, que esse padrão comportamental machista e conservador não nos serve, mais nos aproximamos de uma sociedade justa e de um mundo melhor”, afirmou o diretor.
GHC no combate à violência contra mulher
O GHC segue fortalecendo sua atuação para garantir um atendimento digno às mulheres vítimas de violência e reforça sua postura institucional de enfrentamento à violência. Em março de 2024, foi inaugurada a Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência do GHC (Re-Humam/GHC), um serviço direcionado ao enfrentamento à violência contra as mulheres, articulado na rede interna da instituição e que soma mais de 1.500 mulheres atendidas. O Re-Humam também atua por meio da Governança, no combate ao assédio moral e sexual dentro do Grupo, com material orientador e canais de denúncia. Essas ações refletem a postura do GHC, que preza por mostrar ao usuário do SUS que não compactua com a violência contra as mulheres e, assim, dá o exemplo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Créditos: João Pedro Cardoso.