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12.12.2025 FEMINICÍDIO ZERO

GHC Inaugura Banco Vermelho no Hospital Cristo Redentor

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O Banco Vermelho do HCR é o terceiro inaugurado pelo GHC.
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O ato de inauguração contou com a presença da diretora de Atenção à Saúde, Rosana Nothen, da diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação, Quelen Tanize Alves da Silva, e do diretor Administrativo e Financeiro, João Motta.
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Banco Vermelho é um símbolo do combate à violência contra as mulheres e da campanha Feminicídio Zero.
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A coordenadora do Re-Humam, Débora Abel, chamou a atenção para a importâncias das redes de proteção e acolhimento às mulheres.
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Trabalhadora do GHC, Sônia Bispo fez parte do momento cultural.

Desde março de 2024, 1.003 mulheres vítimas de violência passaram pela porta da Emergência do Hospital Cristo Redentor (HCR), foram acolhidas pela equipe e encaminhadas para a Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam). Para contribuir com o enfrentamento à violência de gênero, o GHC vem promovendo uma série de iniciativas. Nesta sexta-feira, 12 de dezembro, em frente à emergência do HCR, o Grupo inaugurou o seu terceiro Banco Vermelho, intervenção artística semelhante a um banco de praça, na cor vermelha, simbolizando o sangue das vidas perdidas pelo feminicídio, mas também o sinal de “PARE”. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para o problema da violência contra as mulheres e o feminicídio, promovendo maior sensibilização e reflexão.

Emocionada, a diretora de Atenção à Saúde do GHC, Rosana Reis Nothen, compartilhou que, durante sua trajetória, presenciou de perto mulheres serem estigmatizadas, enquanto tentavam apenas sobreviver, sem apoio algum, e que essas experiências moldaram sua visão sobre cuidado e sobre as violências que antecedem a agressão física. “Eram mulheres que só tentavam sobreviver às próprias crises, sem emprego e sem escola em turno integral para auxiliar o cuidado com as suas crianças”, exclamou.

A diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Tanize Alves da Silva, ressaltou que a violência extrema só existe porque as práticas de opressão são naturalizadas no dia a dia, e defendeu que a sociedade precisa agir, e não apenas refletir, para transformar essas relações. “A gente precisa de políticas públicas que reafirmem esse espaço da mulher, porque ter liberdade é ter condição de ir e vir, ter trabalho e ter independência”, afirmou.

O diretor Administrativo e Financeiro do GHC, João Motta, destacou que a violência contra a mulher está ligada a uma visão de mundo machista, racista e homofóbica, e reforçou que políticas públicas são essenciais para garantir proteção e fortalecer a cidadania prevista na Constituição.

Representando o HCR, estiveram presentes a gerente das Unidades de Internação, Fernanda Zanotto, e o gerente de Administração, Carlos Roberto da Silva Xavier. Em sua fala, Zanotto reforçou a importância em abordar a dificuldade de sair de uma situação de violência, e que o apoio sem julgamento é essencial para fortalecer as mulheres e ajudá-las a romper o ciclo. Xavier complementou afirmando que a violência contra a mulher não pode mais ser normalizada e que o hospital tem a responsabilidade de acolher, conscientizar e afirmar que não tolera nenhuma forma de agressão.

A coordenadora da Re-Humam, Débora Abel, frisou que a violência contra a mulher nasce nas relações diárias, muitas vezes, em atitudes silenciosas que passam despercebidas e que é preciso agir, continuamente, para romper esse ciclo e criar uma sociedade mais justa e igualitária.

A deputada federal Denise Pessoa, destacou a importância do projeto. “O GHC reafirma seu compromisso com a sociedade ao fortalecer a Re-Humam e ao se engajar, publicamente, na luta contra o feminicídio zero. Isso também é fazer saúde, porque entendemos que a saúde é acima de tudo poder viver sem medo”, afirmou.

O ato de inauguração do Banco Vermelho do HCR teve também um momento cultural. Sônia Bispo cantou duas canções e Simone Ribeiro declamou poesias. Ambas são trabalhadoras do GHC.

Saiba mais

Este é o terceiro Banco Vermelho do GHC. Em setembro, foi inaugurado um banco gigante no Hospital Nossa Senhora da Conceição, com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. O segundo, foi inaugurado no Hospital Fêmina, no dia 5 de dezembro. Com essas instalações e a criação da Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam), o Grupo Hospitalar Conceição assume, mais uma vez, seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e a não tolerância com as violências baseadas em gênero.

Créditos: Textos e fotos: Rafael Macchi