O presidente Lula, a presidente do Banco do Brics, Dilma Rousseff, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram, nessa quarta-feira (7), a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde. O lançamento ocorreu em Brasília e contou com a presença do diretor-presidente do GHC, Gilberto Barichello e da superintendente interina do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), Lisiane Vieira.
Para o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, o projeto coloca o GHC na linha de frente da inovação em saúde pública. “Quarenta leitos de UTI do GHC já terão equipamentos instalados e conectados ao SAMU, com monitoramento em tempo real e o que há de mais moderno no mundo. Não se trata apenas da construção de hospitais inteligentes, mas também da negociação com a China e a Índia, países que farão a transferência de tecnologia para o Brasil, permitindo que o país passe a fabricar esse tipo de equipamento. Mais uma vez, o GHC está na ponta e na vanguarda do que existe de mais moderno em serviços e hospitais inteligentes no mundo”, afirmou.
Conforme o Diretor Administrativo e Financeiro do GHC, João Motta, a iniciativa representa um marco na modernização da saúde pública brasileira. “Estamos diante de um projeto estruturante, que integra tecnologia, planejamento e cuidado, fortalecendo o SUS e qualificando a resposta do sistema às necessidades da população”, afirmou.
Para o GHC, o projeto prevê um investimento de R$ 1,5 bilhão, desenvolvido a partir de contrato com o BNDES, para a construção de um grande complexo hospitalar na zona norte de Porto Alegre, integrando novas estruturas do Hospital Cristo Redentor, do Hospital Fêmina, Hospital da Criança, centro ambulatorial e o Centro de Ensino e Pesquisa Luis Fernando Veríssimo.
Segundo a Diretora de Atenção à Saúde do GHC, Rosana Nothen, o novo complexo representa um salto qualitativo na organização da rede assistencial. “A concepção de hospitais inteligentes permite integrar serviços, otimizar fluxos, possibilitar mais agilidade no diagnóstico e oferecer mais segurança e resolutividade ao atendimento, especialmente em áreas de alta complexidade”, destacou.
O empreendimento contará com um centro de ensino, pesquisa e inovação, um centro ambulatorial e uma central de logística e abastecimento farmacêutico. O espaço será baseado no conceito de hospitais digitais e inteligentes, incorporando tecnologias avançadas e inovadoras para reduzir o tempo de espera e aumentar o atendimento.
A proposta está alinhada ao programa Agora Tem Especialista, lançado em maio de 2025 pelo presidente Lula e pelo ministro Alexandre Padilha, com foco na ampliação de consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde.
Para a Diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, Quelen Alves, a iniciativa traduz o compromisso do governo federal com inovação e equidade. “Colocar a tecnologia a serviço do cuidado é garantir que o cidadão esteja no centro do SUS, com mais acesso, mais eficiência e mais qualidade”, ressaltou.
Além do lançamento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes, a agenda em Brasília também inclui a preparação da visita do ministro Alexandre Padilha ao Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, nova unidade do GHC. Na ocasião, será anunciada a implantação do programa Agora Tem Especialista no hospital, com a realização de 500 cirurgias a mais por mês.
O novo complexo de saúde inteligente do GHC é uma das principais iniciativas deste programa do governo Lula
O projeto, em estruturação com apoio do BNDES, prevê o investimento de 1,5 bilhão de reais, integrando os hospitais Fêmina, Criança e Cristo Redentor em modernas instalações.
Contará com novo bloco cirúrgico, novas emergências e serviço de tratamento intensivo. Haverá um grande centro ambulatorial e um moderno centro de ensino e pesquisa em saúde que se chamará Luis Fernando Verissimo. Este projeto foi lançado em Porto Alegre pelo Ministro Alexandre Padilha em agosto de 2025, quando anunciou a homenagem ao escritor gaúcho. O complexo aumentará a capacidade de atendimento do SUS no Brasil e diminuirá o tempo de espera dos cidadãos.
Mais detalhes sobre o anúncio em Brasília
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira, 7 de janeiro, do anúncio da Rede Nacional Agora Tem Especialistas de Hospitais e Serviços Inteligentes de medicina de alta precisão. O investimento total previsto é de R$ 4,8 bilhões para garantir acesso ágil e especializado no Sistema Único de Saúde (SUS), com uso de Inteligência Artificial, telemedicina e conectividade. “Precisamos garantir que o povo mais humilde não seja invisível”, defendeu Lula, durante a cerimônia em Brasília.
Dentro dessa iniciativa, foi assinado contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco do Brics, para a construção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que fará parte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). O ITMI será o primeiro hospital inteligente público do SUS voltado para urgência e emergência e integrará a Rede Agora Tem Especialistas, servindo como modelo nacional de assistência totalmente digital para o Brasil e para os países do BRICS.
O investimento total no ITMI será de R$ 1,9 bilhão, incluindo R$ 110 milhões do Governo do Brasil e R$ 55 milhões do Governo de São Paulo, em recursos adicionais.
Ao destacar o impacto da iniciativa, Lula afirmou que os hospitais inteligentes vão ampliar e qualificar os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Significa que a gente vai ter hospitais que vão prestar esse serviço com ambulâncias e UTIs preparadas”, disse. “Esse hospital inteligente e a recuperação da imagem que o SUS conquistou no Brasil, depois de sua participação para salvar gente com relação à Covid-19, deu a legitimidade que a gente já sabia que ele tinha quando o criamos”, afirmou.
Significa que a gente vai ter hospitais que vão prestar esse serviço com ambulâncias e UTIs preparadas. Esse hospital inteligente e a recuperação da imagem que o SUS conquistou no Brasil, depois de sua participação para salvar gente com relação à Covid-19, deu a legitimidade que a gente já sabia que ele tinha quando o criamos”
TECNOLOGIA EM SAÚDE — A cooperação com o Banco do BRICS garantirá impulso à rede mais inovadora de atenção especializada do Brasil. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o novo projeto marca a entrada definitiva do SUS na fronteira tecnológica da saúde. “É o SUS entrar de vez na nova fronteira tecnológica que está acontecendo no mundo. A gente vai fazer com que chegue primeiro no SUS, liderar essa incorporação tecnológica aqui no Brasil”, disse o ministro da Saúde.
Ele explicou que os hospitais inteligentes vão utilizar tecnologia de ponta, conectividade e inteligência artificial para transformar o atendimento. “São hospitais que utilizam da mais alta tecnologia de informação e da inteligência artificial, da conexão dos seus equipamentos, utilizando uma rede que se sustenta, a internet consegue garantir essa conexão, que permite você fazer atendimentos à distância, monitoramento à distância, o uso da inteligência artificial para acelerar os diagnósticos”, ressaltou Padilha.
Créditos: Voltaire Santos