Localizado na Zona Norte de Porto Alegre, na esquina entre a Avenida Assis Brasil e a Rua Domingos Rubbo, está o Hospital Cristo Redentor (HCR), que faz parte do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e se destaca como referência na assistência ao trauma agudo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Destaque que agora passou a integrar a lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil, sendo o único hospital da capital gaúcha a aparecer no ranking. Este reconhecimento faz parte de um levantamento inédito divulgado no dia 5 de janeiro de 2026 pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e outras entidades.
A pesquisa teve como objetivo destacar experiências de excelência dentro do SUS e servirá de base para a escolha dos dez melhores hospitais públicos do país, que vão ser anunciados em maio, durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil. Para a seleção, foram considerados critérios como acreditação hospitalar, taxa de ocupação, mortalidade, disponibilidade de leitos de UTI e tempo médio de permanência.
Gratificada pelo reconhecimento do hospital, a gerente de Internação do HCR, Fernanda Zanoto, ressaltou que estar entre os cem melhores do país reforça a qualidade do trabalho realizado diariamente por profissionais do SUS. “É um reconhecimento ao sistema público de saúde e aos trabalhadores que se dedicam a oferecer um atendimento de qualidade e de referência”, afirma. Na avaliação da gestora, o destaque nacional gera valorização, sentimento de pertencimento e fortalece o engajamento das equipes.
Esse reconhecimento se apoia também na dimensão do atendimento realizado pelo hospital. O HCR oferece assistência a pacientes de emergência transferidos de outras unidades, além de atender demandas espontâneas e procedimentos eletivos por meio de ambulatórios especializados. Atualmente, o hospital realiza cerca de 6 mil atendimentos mensais de emergência, recebendo pacientes encaminhados pelo Samu de Porto Alegre e pelo Samu do Rio Grande do Sul. Somam-se a esse volume aproximadamente 800 cirurgias e 4 mil consultas ambulatoriais por mês.
A atuação do hospital é concentrada no atendimento ao trauma agudo. Entre os serviços oferecidos estão traumato-ortopedia, bucomaxilofacial, cirurgia plástica reparadora, atendimento a queimados, neurocirurgia, cirurgia do trauma e cirurgia geral eletiva. De acordo com Fernanda Zanoto, o hospital tem investido continuamente na qualificação de processos para garantir agilidade desde o primeiro atendimento. “A integração entre emergência, exames de imagem e bloco cirúrgico é determinante para o impacto positivo na sobrevivência e na qualidade de vida dos pacientes vítimas de trauma”, explica.
E esse trabalho é reforçado por investimentos recentes em tecnologia. Em 2024, o hospital adquiriu novos arcos em C (equipamento de raio-X móvel) para cirurgias de traumato-ortopedia, permitindo mais segurança e visualização em tempo real durante os procedimentos. No mesmo ano, passou a contar com um neuronavegador, equipamento que garante alta precisão em cirurgias neurológicas e que é o único disponível pelo SUS no Rio Grande do Sul. Já em 2025, foi incorporado um tomógrafo de 64 canais, ampliando a precisão dos exames, sobretudo em pacientes vítimas de trauma, e recebeu novas torres de vídeo para procedimentos de cirurgia geral e ortopedia.
Além da estrutura tecnológica, o Cristo Redentor se destaca por atendimentos de alta complexidade que o colocam como referência no Estado. A unidade é especializada em trauma de coluna e fratura de acetábulo na área de traumato-ortopedia e, junto com o Hospital de Pronto Socorro (HPS), é uma das únicas instituições do Rio Grande do Sul a receber pacientes queimados. O hospital conta ainda com uma UTI de 29 leitos, composta por profissionais intensivistas altamente capacitados, muitos deles com formação em neurointensivismo, além de equipamentos como ecodoppler (exame de ultrassom não invasivo) e o sistema Brain 4 Care, que permite a monitorização não invasiva das ondas cerebrais.
Para a gerente de Internação, o diferencial do Cristo Redentor aparece como consequência direta de um conjunto de fatores que se conectam entre si: volume expressivo de atendimentos, especialização em trauma, investimentos em tecnologia e valorização das equipes. Ao ser incluído entre os cem melhores hospitais públicos do Brasil, o GHC reafirma seu compromisso com o SUS e o impacto concreto do serviço prestado diariamente à população de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.
Créditos: Rafael Macchi.