“Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, estabelece o artigo 3º da Constituição Federal de 1988, que norteia o Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 29 de janeiro, data alusiva à visibilidade trans, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) reafirma esse entendimento ao fortalecer ações voltadas a um atendimento ético, humanizado e livre de discriminações, que reconheça as identidades de gênero e as vivências das pessoas trans nos serviços de saúde.
Nesse contexto, a Gerência de Participação Social e Diversidade do GHC, por meio da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade de Gênero (Cegênero/GHC), promoveu, na tarde desta quarta-feira (29), um encontro no Hospital Fêmina (HF). A atividade teve como objetivo qualificar as práticas dos trabalhadores da unidade, criando um espaço de troca entre os profissionais para refletir sobre um acolhimento que respeite a diversidade de gênero de forma equânime e sensível.
Para a gerente de Internação do Hospital Fêmina, Niva Martinez, foi uma honra receber um evento como esse. Segundo ela, o encontro é uma oportunidade para aprendizado e esclarecimento de dúvidas. “Quanto mais a gente conhece, menos discriminação a gente pratica. Muitas vezes, a discriminação nasce da ignorância. Existem outros fatores, mas é importante que a gente não reproduza preconceitos por falta de conhecimento”, afirmou.
A apresentação foi conduzida pelo presidente da Cegênero, Ismael dos Santos Muniz, e pela membro Michelly Reis. Também estiveram presentes Sérgio Peres e Ângela Gomes. Representando o gerente de Administração do Hospital Fêmina, Cláudio Silva, Renata Zardim Flores.
AMIG
Somando-se às demais políticas de diversidade, o GHC conta com o Ambulatório de Identidade de Gênero (AMIG), serviço voltado a pessoas trans, travestis e não binárias. O ambulatório atua como porta de entrada na Rede de Atenção à Saúde, complementando a Atenção Primária. O AMIG integra os movimentos para que as identidades trans não sejam vistas como uma doença, garantindo acesso equânime ao atendimento e funcionando também como espaço de educação permanente para profissionais de saúde, na defesa e garantia da diversidade.
Créditos: Rafael Macchi (texto). Rafael Macchi e Larissa Britto (fotos).