O Hospital Fêmina, do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), inaugura, provavelmente no dia 16 de janeiro deste ano, o seu novo laboratório de fertilização. Será o maior serviço público de reprodução assistida do Rio Grande do Sul, permitindo a fertilização in vitro pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cíntia Mariane Furcht está na lista de espera do Fêmina. “Toda a família está muito ansiosa e eu aprendi que, mesmo com 38 anos, posso engravidar. Nunca é tarde para ser feliz”, afirma.
Em média, o novo laboratório pretende realizar 20 procedimentos de alta complexidade por mês. O custo de uma fertilização em uma clínica particular não sai por menos de R$ 10 mil. "Precisamos oferecer este serviço a todos casais, independente das condições econômicas ou sociais. É função do SUS atender casais que não querem mais ter filho, mas também aqueles que desejam e não conseguem", afirma Sérgio Galbinski, gerente de internação do Fêmina, lembrando que a iniciativa representa a ampliação do acesso e da qualidade dos serviços oferecidos pelo SUS à população.
A inauguração oficial do laboratório está prevista para o dia 16 de janeiro, dependendo apenas da confirmação da presença de autoridades do Ministério da Saúde, dos governos estadual e municipal, bem como de profissionais ligados à fertilização. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS),15% dos casais sofrem de infertilidade, em função de problemas que atingem tanto as mulheres quanto os homens.
A maioria dos 280 pacientes que aguardam para realizar o procedimento são moradores da Grande Porto Alegre. O casal que quiser consultar no laboratório de fertilização in vitro do Hospital Fêmina deverá seguir os caminhos do SUS. Para facilitar o atendimento, a recomendação é ir primeiro ao posto de saúde do bairro.